Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Presena garantida

28 de Fevereiro, 2015
Apesar de ter ido para a competição sem a devida preparação, por conta do apertado tempo de que dispunha, a campeã africana em título não deixou os créditos em mãos alheias.

A crença, demonstrada à partida pelo técnico Emanuel Trovoada, foi justificada com o brilharete feito no torneio de apuramento que decorreu na cidade de Bulawayo, no Zimbabwe, onde Angola só coleccionou vitórias. Mesmo com a ausência de muitos atletas de referência, o país ainda assim mantém o estatuto de potência do basquetebol africano.

Alcançado o objectivo, há que pensar agora na competição propriamente dita, ou seja, nos Jogos Africanos em que a competitividade é mais acentuada em virtude de se apresentarem as melhores selecções e os melhores atletas do continente. Para Angola, o período de realização dos jogos é oportuno, já que vai permitir aparecer em boa forma desportiva, depois da participação no Campeonato Africano “Afrobasket”, cuja disputa acontece um mês antes, na Tunísia.

Espera-se que até lá, a Federação Angolana de Basquetebol tenha completamente resolvido os aspectos burocráticos que impediram a presença do seleccionador nacional, o espanhol Moncho López, de orientar o “cinco” nacional no torneio de Bulawayo, oportunidade perdida para que técnico e atletas pudessem ter o primeiro contacto.

Mas voltando à qualificação de Angola, há que ressaltar o desempenho da equipa numa prova em que só acumulou vitórias. Sob o comando do técnico adjunto Emanuel Trovoada e com a integração de outras caras novas, o basquetebol angolano esteve em destaque no Zimbabwe. Sem adversários à altura, os angolanos passearam toda a sua classe nos jogos disputados e merecidamente carimbaram o passe de acesso aos Jogos Africanos.

Emanuel Trovoada mostrou competência, razão para mais uma chamada de atenção aos gestores da FAB, para a necessidade de maior valorização dos treinadores nacionais, que com condições e remuneração dignas podem fazer igual e muitas vezes melhor do que os colegas expatriados. Sem qualquer pretensão xenófoba, o apelo visa tão somente dar oportunidade àqueles que no país mantêm o basquetebol vivo.

Os novos integrantes do “cinco” nacional mostraram raça e vontade de continuar a merecer a confiança da equipa técnica e quiçá conseguir um lugar na equipa, que vai em Agosto disputar o Afrobasket. Foi bom notar, que os jovens deram conta do recado e colocam-se como potenciais substitutos de muitos dos que estão prestes a deixar a Selecção Nacional.

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