Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Presena indita

04 de Novembro, 2015
O FC Bravos do Maquis, é o vencedor da 34ª edição da Taça de Angola, fruto da vitória de 1-0 sobre o Sagrada Esperança, na final da Taça de Angola. Despromovido do Girabola, a equipa do Moxico vai ser o embaixador de Angola na Taça da Confederação, na qual vai fazer a sua estreia.A questão que inquieta os amantes da modalidade, é saber como o FC Bravos do Maquis vai gerir a situação, em virtude da agudizada crise financeira que motivou a sua despromoção da maior competição de futebol doméstico, depois de duas brilhantes épocas nos anteriores campeonatos, em que se situou num honroso terceiro lugar em 2013.

Ou seja, paira a dúvida, se o representante das terras do Leste vai ter ou não condições de ser um digno embaixador de Angola, na Taça da Confederação. A equipa técnica e os jogadores voltaram a dar mostras que se tiverem as condições indispensáveis para o trabalho, são capazes de fazer o que bem sabem que é jogar futebol. Aliás, a queda para a segunda divisão, só pode ser associada a problemas financeiros que assolam a agremiação.

A verdade porém, é que a equipa conseguiu um feito inédito, que a habilita a estar pela primeira vez numa competição sob a égide da Confederação Africana de Futebol. Cumprido que está o que é um dos objectivos da época 2015, a equipa do Moxico tem agora de pensar no futuro. Um futuro que passa por fazer uma boa figura na Taça da Confederação, onde a pretensão deve ser no mínimo, atingir a fase de grupos.

Uma vez que não foi bem sucedido no Girabol, com a despromoção para a Segundona, o embaixador angolano tem de mobilizar apoios, para não comprometer a presença na prova africana.Sabe-se que haverá nos próximos dias uma reunião entre a presidência da Mesa da Assembleia e a da direcção do Clube, para decidirem sobre a viabilidade ou não da participação dos maquisardes na Taça da Confederação. Sem pretender influenciar o que quer que seja, achamos que a decisão deve ser no sentido de não beliscar a imagem do país.

Na pior das hipóteses, o FC Bravos do Maquis deve tomar a decisão o quanto antes, para que a FAF possa ter tempo de inscrever um outro representante na competição, que no caso será o Sagrada Esperança, na qualidade de finalista vencido da Taça de Angola.Apesar de que em última instância, tratar-se uma medida para salvaguardar os interesses do futebol nacional, o ideal era apelar ao bom senso das autoridades da província do Moxico, para o apoio à equipa, já que a presença na prova africana pode colocar o nome da parcela do país, na boca do continente. Acreditamos que era uma boa propaganda para a província. Com o apoio de todos, as coisas podem ser resolvidas.

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