Jornal dos Desportos

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Opinio

Presso ao campeo

17 de Julho, 2015
Com os resultados verificados no fim-de-semana passado, após a retomada do Girabola com a disputa da primeira jornada da segunda volta, adivinha-se a partir das próximas jornadas uma enorme pressão ao Recreativo do Libolo que foi o grande vencedor da ronda 16, depois da derrota do 1º de Agosto (3 -2) em Calulo, e do empate (0-0) do Kabuscorp do Palanca diante do Recreativo da Caála.

Não fosse o Benfica de Luanda ter arrancado uma vitória ao Desportivo da Huíla, o campeão nacional estaria, seguramente, muito mais confortável ainda no topo. A derrota deixou os "militares" a sete pontos do líder (33-26), enquanto o empate colocou os palanquinos a seis (33-27).

Na qualidade de opositores directos e assumidos, já que os encarnados dizem que não são candidatos, os dois "grandes" clubes de Luanda atrasaram-se na corrida ao título. Com isso, na 17ª jornada, quer o 1º de Agosto, quer o Kabuscorp do Palanca vão torcer por um deslize do Recreativo do Libolo para voltarem à diferença pontual que os separava aquando do término da primeira volta, ou seja, apenas quatro pontos (30-26).

Numa altura em que o campeonato entrou para a fase decisiva, com o início do turno derradeiro, perder pontos é o pior que pode acontecer a qualquer equipa, sobretudo as que lutam pelo título.

Para o 1º de Agosto, o resultado foi mau demais, pois o propósito era evitar a derrota e conseguir no mínimo um empate, mesmo tendo jogado no reduto do adversário. O facto de, na primeira volta ter empatado em sua casa, a intenção era fazer melhor nesta segunda volta ou, na pior da hipóteses, também roubar um ponto, sobretudo por se tratar de um adversário directo na conquista do título.

Os "militares" que estão há oito anos sem subir ao pódio, com a recuperação encetada na primeira volta após um começo cheio de tropeços, esperavam manter o embalo e diminuir a desvantagem pontual em relação ao líder. As coisas não saíram bem logo no início da segunda volta e espera-se que não seja o prenúncio daquilo que aconteceu na primeira.

Para o Kabuscorp do Palanca, as coisas não foram diferentes. Perseguindo o mesmo objectivo, o empate no Huambo acabou também por ser mau por dilatar ainda mais o fosso em relação ao campeão nacional que há dois anos lhe roubou este estatuto.

Os palanquinos, que também querem regressar ao pódio, esperavam por melhor resultado para aumentar a pressão ao grémio do Cuanza Sul. Com isso, os dois candidatos de Luanda esperam neste fim-de-semana corrigir a direcção, conseguindo a totalidade dos pontos em disputa, ou seja, a vitória, e ao mesmo tempo vão fazer fisgas para que a equipa de Calulo escorregue. A missão cabe ao Kabuscorp do Palanca que tem, precisamente, como adversário, o líder do campeonato. A tarefa não se afigura nada fácil, já que a equipa de João Paulo Costa está acostumada a jogar em qualquer terreno ao mais alto nível.

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