Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Presso no Petro

22 de Maio, 2015
Apesar do anúncio feito no ano passado pela direcção do clube liderada por Tomás Faria, nem por isso os sócios e adeptos do clube se mostram conformados com o rumo dos acontecimentos, sobretudo no futebol, o rosto mais visível de qualquer colectividade desportiva.Se naquela altura a posição assumida pela direcção, de abdicar da luta pelo título em várias modalidades, não teve a melhor reacção, o desempenho da equipa no Girabola parece querer dar razão aos contestários daquela medida, que está a ser vista por alguns sectores como influência negativa para o que está a acontecer.

É que não obstante as boas intenções da direcção, sócios e adeptos continuam a querer ver apenas resultados. E ao contrário do que acontece no basquetebol, na modalidade rainha nem tudo é um mar de rosas, ou melhor, a equipa de Alexandre Grasseli tem passado por um período menos bom, com os últimos resultados a exigirem uma outra postura para evitar a contínua queda na tabela classificativa.

O Plano de Desenvolvimento Desportivo Integrado (PDDI), criado pela direcção liderada por Tomás Faria, aposta na reorganização interna e deixa de lado, por algum tempo, a luta pelos títulos, de modo a que o clube regresse aos tempos áureos de glória. A grande divisa dos mentores deste projecto é resgatar a mística do clube e mantê-la para que este não perca o estatuto de campeão dos campeões do futebol, e conseguir este mesmo desiderato nas outras modalidades.

Apesar disso, a pressão dos sócios, adeptos e amigos é notória. Estes exigem medidas pragmáticas da direcção, pois querem continuar a ver as várias modalidades a darem alegria à família tricolor. Ou seja, mesmo com este recuo estratégico, os tricolores não se livram da cobrança que normalmente a massa associativa faz ao longo da época.A situação é ainda mais delicada pelo facto de o Petro de Luanda no futebol estar há já há um longo tempo à espera, mais de seis anos sem vencer o Girabola. Mas a direcção apesar de toda a pressão tem sabido reagir e ainda bem que tem feito encontros para dialogar com os seus associados.

Com o seu comportamento, os sócios têm, normalmente, a tendência de influenciar as direcções para medidas extremas, ou seja, o recurso às recorrentes "chicotadas psicológicas" quando a situação se torna quase insustentável. No meio do turbilhão, na maior parte das vezes são os técnicos que acabam por arcar com as consequências, recaindo sobre eles a culpa.Os sócios e adeptos querem ver sempre a sua equipa a ganhar e vão manifestar-se todas as vezes que os resultados não lhes agradar. Mas deve prevalecer o interesse maior e, no caso particular do Petro de Luanda, é a implementação do projecto que pode voltar a dar muitos frutos no futuro. Trabalhar sob pressão faz parte de algumas actividades e no desporto isso é muito comum. O importante é saber geri-la.

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