Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Presso nos plos

17 de Setembro, 2014
Com apenas 21 pontos em disputa, muita coisa ainda está em jogo no Girabola. Mas é no topo e na cauda onde mais se faz sentir a pressão. Num extremo estão as equipas que esperam por vários deslizes do actual líder para continuarem a sonhar com o título, no outro estão aquelas que trabalham de calculadora na mão a fim de não falharem nas contas que as pode levar à despromoção.Depois da pausa motivada pelos compromissos da Selecção Nacional nas eliminatórias de acesso ao CAN de Marrocos, no próximo ano, o Girabola regressou no último fim-de-semana para a disputa do último terço da competição. Ao contrário do que se esperava, a jornada que abriu a derradeira etapa não produziu alterações de monta, quer no topo quer na cauda, deixando tudo em aberto para as rondas que se seguem.

Esperam-se, até ao desfecho do campeonato, por fortes emoções daqui por diante. No topo, o Recreativo do Libolo continua destacado líder da prova, mantendo o controlo completo da situação, e pode-se dizer que depende apenas de si para chegar pela terceira vez ao título.A equipa do Cuanza Sul comanda o Girabola com oito pontos de vantagem sobre o segundo classificado, Kabuscorp do Palanca, e necessita apenas de 13 pontos para deixar de fazer contas. Na próxima jornada defronta o 1º de Agosto, um dos seus últimos adversários de calibre até fazer a derradeira partida. Depois disso, os comandados de Miller Gomes têm um percurso menos sinuoso. Assim sendo, no que ao título diz respeito, há como que uma conformação de que ao Recreativo do Libo já não lhe escapa esta oportunidade.

Apesar de a concorrência continuar a dar luta e a manter a pressão, é entre as equipas do segundo pelotão que se vai assistir a uma verdadeira "batalha campal" pelos postos imediatos, embora o lugar cobiçado seja o segundo, que dá acesso às Afrotaças, por via da Liga dos Campeões.
Nesta corrida perfilam-se pelo menos quatro equipas com muitas possibilidades, ainda que mais duas ou três possam intrometer-se aí na confusão na expectativa de jogarem com resultados combinados, ou seja, os pontos que podem conseguir por mérito e aqueles por via dos deslizes dos adversários. Kabuscorp do Palanca, Benfica de Luanda, 1º de Agosto e FC Bravos do Maquis são os potenciais candidatos.

Na cauda a situação não foge à regra. Além dos três últimos classificados que estão já na linha vermelha (1º de Maio, 20 pontos, Benfica do Lubango, 17, e União do Uíge,16 pontos), mais cinco correm o risco de despromoção, em função do número de pontos que os separa dos verdadeiros aflitos.As equipas do ASA, Desportivo da Huíla (26 pontos), Progresso, Recreativo da Caála (25) e Sporting de Cabinda (22) podem cair em desgraça, se nas jornadas que faltam não conseguirem pontos para a estabilidade e os aflitos façam o contrário. Com isso, podemos afirmar que a pressão está em ambos os pólos.

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