Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Presso permanente

28 de Dezembro, 2014
Sócios e adeptos quer do Petro de Luanda, quer do 1º de Agosto ainda se mostram indignados com o tempo de espera para o próximo título. É costume os adeptos destas equipas influenciar o curso das coisas por via da pressão. Através dela procuram resolver a situação de modo precipitado. Tentam às vezes, a destempo, influenciar quem de direito à uma tomada de decisão que pensam poder resolver o problema, mas que a experiência já provou nem sempre ser a melhor solução.

O facto desses emblemas terem mantido os treinadores, é uma boa razão para o que tem sido a conduta dos adeptos petrolíferos e militares. Na eventualidade de as coisas não estarem a correr bem nas primeiras cinco/seis jornadas, pode ser motivo bastante para começar a pressionar. E normalmente a tendência é influenciar as direcções para medidas de último “rácio”, ou sejam, extremas.

Falamos particularmente das recorrentes “chicotadas psicológicas”, de que lançam mão as direcções dos clubes na hora de encontrar um bode expiatório, para o insucesso da equipa na competição. No meio de muitos problemas, na maior parte dos casos são os técnicos que acabam por arcar com as consequências, recaindo sobre eles a culpa de tudo.

Assim, se as coisas logo nas primeiras cinco/seis jornadas não saírem de feição para as suas equipas, Alexandre Grasseli e Dragan Jovic podem sentir o efeito da pressão permanente de que são alvo, o Petro de Luanda e o 1º de Agosto.

Os sócios e adeptos querem ver sempre a sua equipa a ganhar e vão manifestar-se todas as vezes que os resultados não os agradar.

O que acontece com o Petro de Luanda e com o 1º de Agosto, em particular, e com outras equipas, no geral, não tem nada de novo nem de estranho. Tudo sucede pela fobia dos seus adeptos, que já não conseguem esconder o desgaste e frustração pelos anos que ambos os emblemas estão sem vencer o Girabola. Os militares levam uma penúria de oito anos consecutivos, sem conhecerem o sabor da conquista do campeonato, enquanto os arqui-rivais já vão no quinto ano.

Ano após ano a expectativa aumenta, e no final quando o resultado não espelha aquilo que é ansiado, o desconforto toma conta daqueles que dia a dia acompanham a equipa. Dada a grandeza de ambos os clubes e a força que tem o futebol, é fácil concluir que a pressão sempre vai ser uma forma de sócios, adeptos e simpatizantes se manifestarem, pelo que equipa técnica, jogadores e membros da direcção devem estar preparados para lidar com isso.

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