Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Progresso sem chama

12 de Abril, 2015
Oezes sem conta dissemos nas nossas reflexões que no mundo da alta competição quando os maus resultados ganham lugar cria-se um clima para de especulações de toda a sorte, chegando-se mesmo ao extremo de se exercer uma certa pressão quer sobre a direcção do clube, quer sobre a equipa técnica. Isto aliás, não pode ser novidade para ninguém que lida com o futebol.

O pior é quando a crise se abate contra uma equipa com metas competitivas estabelecidas em início de época, que investiu para o efeito. Coincidência ou não, passa-se esta situação menos boa com o Progresso do Sambizanga, porque a equipa ainda não conseguiu reagir ao nível do pretendido pela direcção ao cabo das jornadas até aqui disputadas no presente campeonato nacional de futebol da primeira divisão.

É lógico que não é a única equipa em maus lençóis, mas ela está na pior condição. É que com a contratação de Mário Calado, para a vaga deixada pelo cabo-verdiano Lúcio Antunes, esperava-se muito mais, sobretudo por se tratar de um técnico de créditos firmados.

Na verdade, contrariamente ao que se esperava a equipa começou o campeonato da pior maneira, não conseguindo escapar da última posição classificativa. Esta situação custou a cabeça ao treinador, que passou desde quarta-feira a integrar a lista de técnicos que foram devolvidos ao desemprego na presente edição da prova. Talvez que se desse mais um pouco de tempo ao tempo, quiçá o homem havia de acertar o passo.

O problema que se põe aqui é que o Progresso para muito boa gente não deixa de ser uma equipa de primeiro plano, pese embora já não exibindo aquele charme que lhe notabilizou na década de 80 e levou à conquista da Taça de Angola em 2006. Por isso, pensamos que incomoda a alguns a forma tão desastrada como está no presente campeonato. Os adeptos estão inconformados e terão influenciado a posição tomada pela direcção.

Mas o despedimento do treinador pode não ser a solução para os maus resultados. É preciso que algo seja feito, de modo que a equipa desperte para as vitórias, mas sem que as medidas passem por uma outra " chicotada psicológica", sendo que esta em muitos casos não produz os efeitos desejados para além de que pode se dar o caso de o mal não estar no treinador.

O campeonato caminha a meio do primeiro turno, havendo ainda tempo de recuperação, sobretudo para uma equipa que não vê para o título como meta. É preciso acreditar que a inversão do quadro é possível, mas com estratégias consentâneas, com poucos discursos e mais trabalho.

O sensato neste momento crítico será serenar os ânimos, deixar a equipa trabalhar e ver como se vai comportar nas próximas jornadas. A situação não é ainda assim tão alarmante para que se parta já para medidas duras. Os adeptos devem ter confiança na sua equipa, e reconhecer que ela possui capacidade de reacção que lhe pode levar à recuperação, em poucas jornadas, do percentual de pontos perdidos.

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