Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Projecto Kabuscorp

09 de Maio, 2016
Mais uma vez o Kabuscorp do Palanca viu partir um treinador, sem que houvesse uma razão de fundo. Ou seja, nada justifica a saída do treinador angolano Miller Gomes nessa altura do Girabola. O treinador não perdeu o campeonato e o Kabuscorp do Palanca não tem condições de discutir o Girabola2016.É uma equipa em transição, processo que pode ser interrompido com a saída do treinador angolano. O Kabuscorp do Palanca tem de ser repensado. Melhor dito, gerido como um clube de facto, e não nos atermos no que tem sido.

Primeiro, não é bom para imagem do clube a entrada e saída de treinadores. Transmite a ideia de desorganização. Segundo, um clube que se preze tem de ter condições próprias de trabalho, campo, balneário em condições, assim como o espaço reservado para o treinador e a sua equipa de trabalho.
Segundo, o Kabuscorp do Palanca tem de ter um projecto, se já o tem, transmiti-lo com acções práticas. Até agora não tem sido possível saber se existe naquele agremiação um projecto ou não.

Terceiro, o presidente e proprietário tem de procurar respeitar o trabalho de quem ele contrata para treinar a sua equipa, ou então terá de ser ele assumir esta responsabilidade. Alguém tem de dizer ao presidente do Kabuscorp do Palanca que ele tem de se calar, de uma vez por todas, e transferir aos treinadores a responsabilidade de falarem à imprensa no final de cada jogo.

Pois nos termos em que o faz hoje, traduz falta de profissionalismo, seriedade e respeito para com os treinadores. Se saber ouvir, Kangamba não deixa de ser proprietário e presidente do Kabuscorp do Palanca nem mais ou menos importante para a media. Contudo, se sente alguma paixão para falar na media, em particular aos audiovisuais, compre espaço numa das televisões ou rádio e emita as suas ideias sobre o clube e o futebol em geral.
É preciso de igual modo criar estruturas que possam suportar ou no qual deve assentar o projecto. De outro modo, é impossível ao Kabuscorp atingir o estatuto de um clube de facto.

Qualquer treinador que se preze coloca toda essas questões na balança, antes de aceitar um contrato de trabalho. Uma empresa que se preze não associa a sua imagem à equipa com natureza (actual) do Kabuscorp do Palanca. Tudo isso só fará sentido se o Kabuscorp do Palanca não for um projecto a curto prazo. De outro modo, o seu proprietário está no caminho certo. Ou seja, rapidamente chega à meta, pois a gestão actual irá lhe conduzir seguramente para lá.

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