Jornal dos Desportos

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Opinio

Prontas para a festa

07 de Dezembro, 2016
A Selecção Nacional de andebol sénior feminina joga a cartada mais decisiva nesta XX edição do CAN da modalidade que o país alberga até hoje, quando a partir das 19 horas defrontar na final a similar do Senegal, que com alguma surpresa deixou pelo caminho a Tunísia, campeã em título.

Desde o jogo de estreia, no passado dia 28 de Novembro, sabe-se que para as angolanas o objectivo é inequívoco. O país está ansioso na recuperação do título continental, que há dois anos, em Argel, deixou escapar para a selecção do Magreb.

Era com ela que boa parte dos prosélitos da modalidade esperava a disputa da final. Querendo ou não, há um sentimento de "vingança" ou "desforra" e a jogar em casa diante do seu público, a Selecção Nacional jamais deixaria os seus créditos em mãos alheias. Seja como for, o mais importante é que estamos na final e hoje, seguramente, tudo vai fazer para o resgate do título continental, que 11 vezes foi conquistado merecidamente por Angola.

Quer a equipa técnica, o grupo de atletas, como os dirigentes e ainda o público angolano alinham no mesmo diapasão, ou seja, estão todos confiantes de que o sonho da conquista do 12º título africano vai hoje tornar-se realidade.

Do primeiro jogo ao da meia-final, as pérolas africanas foram irrepreensíveis, venceram cada uma das selecções de forma convincente, e com um andebol de primeira linha. As pupilas do técnico Filipe Cruz, Teresa Almeida "Bá", Dalva Peres, Azenaide Carlos, Magda Cazanga, Natália Bernardo, Albertina Cassoma entre outras, não deram brechas às adversárias, exibindo-se com a classe e a elegância que lhes é peculiar.

Depois da timidez do público no primeiro dia, nos subsequentes estiveram em peso e puxaram de viva voz pelas compatriotas, fizeram uma grande festa na Arena do Kilamba, que hoje pode testemunhar mais uma conquista do nosso andebol, depois de o já ter feito aquando da consagração da Selecção Nacional no torneio pré-olímpico que levou o país aos Jogos do Rio de Janeiro, disputados em Agosto deste ano, com uma participação digna de registoapós qualificação de Angola, pela primeira vez, aos quartos de final da competição.

Depois de 11 títulos continentais, Angola viu o percurso interrompido com a perda do troféu em 2014, em Argel. Dois anos depois, o país volta a sonhar com a subida ao mais alto pedestal do pódio. As garrafas de champanhe, certamente, estão geladas e prontas para serem jorradas amanhã, numa grande festa que se espera com enorme ansiedade.

Sem exacerbar o optimismo, mas realçando a confiança na Selecção Nacional cujos trunfos maiores assentam na humildade e no respeito pelos adversários, os angolanos de Cabinda ao Cunene estão crentes na conquista. Bem haja!

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