Jornal dos Desportos

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Opinio

Prontas para misso

18 de Novembro, 2016
A Selecção Nacional de andebol sénior feminina prepara na Europa, em Portugal e Espanha, a presença no CAN da modalidade que o país alberga a partir do próximo dia 28 do corrente até de Dezembro próximo em Luanda.

O objectivo na prova é inequívoco: a reconquista do título continental que há dois anos perdeu para a similar da Tunísia na casa desta. Agora a oportunidade é para "desforra", como se costuma dizer na gíria desportiva.

Quer a equipa técnica, quer o grupo de atletas alinham num só diapasão, ou seja, estão sintonizados quanto ao discurso, manifestando total espírito de conquista não obstante saberem das dificuldades que lhes aguarda a empreitada mesmo a jogarem em casa.

Aliás, tal pensamento é também extensivo aos amantes da modalidade, de forma particular, e aos angolanos de Cabinda ao Cunene, de uma maneira mais abrangente.

Depois dos constrangimentos administrativos vividos nos Jogos Olímpicos, espera-se que enquanto no campo os técnicos e as atletas fazem a sua parte, os dirigentes estejam igualmente a acautelar tudo para que nada falte à selecção, de modo que no momento da competição não passe pelos mesmos problemas vividos no Brasil.

Os constrangimentos registados naquela altura acabaram por ter interferência no desempenho do grupo, que ainda assim teve uma prestação que orgulhou o país e todo o continente africano, com a qualificação pela primeira vez aos quartos-de-final do maior evento desportivo mundial.

Os angolanos amantes da modalidade têm fé neste grupo de atletas que tudo vai fazer para que o título continental regresse à casa. Os resultados que tem feito nesta fase de estágio pré-competitivo em Portugal e Espanha, dá indicações claras de que o trabalho está a surtir efeito e que por altura do CAN a selecção vai estar competitivamente mais forte.

Depois de 11 títulos continentais, Angola viu o seu percurso interrompido com a perda do troféu em 2014. Dois anos depois, o sonhar de voltar a subir ao pódio máximo renasce como se de uma primeira conquista se tratasse. Mas angolans não podem perder de vista que mesmo a jogarem em casa haverá resistência para que isso não suceda.

As adversárias vão fazer uma forte oposição para que Angola não volte a subir ao pódio, mas mesmo assim tem de haver arte e engenho para contornar todos os obstáculos que se apresentarem pela frente na caminhada rumo à conquista do nosso 12º título africano.

Apesar de inserida num grupo difícil, a Selecção Nacional dá garantias de que tem equipa para continuar a manter a hegemonia no continente.
Mas é importante que os problemas administrativos não deitem por terra todo um esforço que é feito em campo pelas atletas e equipa técnica. Estamos em crer que desta vez nada vai faltar e tudo acabará bem.

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