Jornal dos Desportos

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Opinio

Prontos para o pr-olmpico

04 de Julho, 2016
A Selecção Nacional sénior masculino de basquetebol começa a competir a partir de amanhã no torneio pré-olímpico que tem como palco a Sérvia, uma competição em que os angolanos participam com ambições modestas, sem colocarem de parte , porém, o sonho de chegar longe, consoante as etapas da própria prova.

A pretensão do combinado nacional marcar presença, mais uma vez, na maior cimeira olímpica do mundo como representando africano apurado directamente, começou a ficar ofuscada após a perda do título continental no último campeonato africano para a Nigéria.

Ao longo de muitos anos Angola esteve sempre presente, por mérito próprio, mas desta feita as coisas não correram como o desejado, sendo a altura própria para se pensar no futuro da selecção nacional com o devido rejuvenescimento.

A competição da Sérvia é complicada para o "cinco" nacional. Angola está no grupo do país anfitrião que tem ambições de chegar ao Rio de Janeiro, bem como de Porto Rico, uma equipa com grandes pergaminhos ao nível do basquetebol mundial.

O órgão reitor da modalidade no país, bem como a equipa técnica da selecção assentaram para essa empreitada uma estratégia que passa por apresentar bom basquetebol, começando por dar mais rodagem aos jovens que agora foram seleccionados para que o país possa surgir no próximo campeonato africano como candidato à conquistado troféu continental.

O treinador Carlos Dinis, que mais uma vez volta a comandar Angola, depois de ter conquistado o torneio de basquetebol dos Jogos Africanos, conhece bem alguns dos jogadores que estão no país para a disputa do torneio.

No grupo de atletas que estão Belgrado surgem quatro estreantes que conseguiram suplantar jogadores consagrados como Armando Costa e Olímpio Cipriano, um indício claro da renovação que se pretende no conjunto, a pensar claramente no futuro.

Angola faz a sua estreia diante de Porto Rico, numa partida em que sem pressão pode sonhar com um bom jogo, e termina o grupo frente ao conjunto sérvio.

Dois encontros com dificuldades à partida visíveis para os pupilos de Carlos Dinis, mas que devem ser encarados sem qualquer espírito derrotista. Mesmo tendo conhecimento do poderio destes dois adversários, o seleccionado nacional deve pensar num jogo logo a seguir ao outro.

Angola pode não marcar presença no torneio de basquetebol dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, mas pode criar as bases para voltar a ter a hegemonia continental que deteve durante largos anos.

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