Jornal dos Desportos

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Opinio

Prontos para outra

09 de Setembro, 2014
Os Palancas precisam de mostrar a sua classe sob pena de comprometerem a qualificação.

Costuma-se dizer que em jogos de qualificação a condição de anfitriã deve ser explorada na plenitude. Pois quem se revela permissivo em sua própria casa, dificilmente consegue pontuar fora de portas. O jogo de Libreville deve cair no esquecimento e deve-se centrar toda a atenção no próximo, por sinal com um adversário mais forte.

Romeu Filemon, que em Libreville dirigiu o seu primeiro jogo oficial como seleccionador nacional, tem-se revelado um homem optimista, sendo bem provável que venha a fazer tudo e mais alguma coisa para mostrar a cor do seu sangue. Isto é, dar o primeiro motivo de alegria aos angolanos, o que passa necessariamente por uma vitória, que ajude a levantar o moral do grupo e partir para os outros compromissos com outro astral.

Não vamos já apontar o dedo crítico à Selecção Nacional pelo deslize na jornada inaugural. Devemos, sim, dar força ao grupo de trabalho e mantermos a crença de que a equipa é capaz de dar a volta por cima. A disposição do grupo aliado à aposta na juventude e personalidade que se constatam em Romeu Filemon fazem com que o seu trabalho seja aguardado com a maior das expectativas.
Para já, é cedo para se fazer qualquer tipo de antevisão em relação ao seleccionador nacional. O que se sabe dele é que gosta de trabalhar com a juventude e espera encontrar nos “Palancas Negras” as condições de trabalho para conseguir os louros que todos os angolanos desejam.

O jogo diante do Burkina Faso é daqueles em que a vitória é mais importante que a exibição, em face da necessidade de marcar pontos na classificação do grupo. Angola tem de mostrar uma boa atitude, ser muito competitiva e muito concentrada, porque o “onze” burkinabe vai mostrar que é uma selecção a ter em conta, não sendo sem razão que ostenta o título de vice-campeã africana.

Era bom que o torneio não fosse atribulado a ponto de mais uma vez chegar ao fim na dependência de resultados alheios. Os jogadores angolanos devem mostrar a sua valia e justificar as suas cinco presenças consecutivas na maior montra do futebol africano. É preciso acreditar e, mais do que isso, mostrar raça e atitude. Um segundo deslize pode ser fatal.

De resto, pensamos que as ilações a retirar do jogo de Libreville vão ser proveitosas, ganhando-se ou não. Com o Burkina Faso vai ser uma partida onde os jogadores e o seleccionador nacional vão aproveitar para traçar as primeiras ideias e projectar com maior precisão os restantes jogos do torneio, dois em casa e outros dois fora.

Pelo núcleo de jogadores convocados para esta empreitada, Filemon deu mostras de que é um técnico com fortes ambições e disposto a levar por diante o projecto que lhe foi proposto pela FAF. Um projecto que visa antes de tudo a renovação dos “Palancas Negras”, sem que isso signifique subalternizar o aspecto competitivo.

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