Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Prximos desafios

30 de Dezembro, 2014
O ano de 2014, caminha célere para o final e em sequência, dá lugar a um novo ano. Vai ser sobre esse, que se espera a realização de grandes acções, para que se concretizem alguns projectos anunciados publicamente, como a pretensão de trazer para o país muito mais realizações desportivas. Angola vai acolher em 2015, o torneio pré-olímpico de andebol feminino e no ano seguinte, o Africano feminino também de andebol, assim como os Jogos da SADC que vão conhecer a sede em Benguela. Neste ano prestes a findar, o país teve o privilégio de albergar o Campeonato Africano de Xadrez em juniores.

Com a aposta que o Executivo tem feito no campo desportivo, nos últimos anos, acreditamos que Angola não vai ter grandes dificuldades de concretizar a pretensão. Além do mais, é objectivo das autoridades angolanas incrementar o número de realizações desportivas de carácter internacional, apesar dos tempos difíceis que se anunciam.

Depois das realizações dos últimos cinco anos, o CAN-2010 de futebol, o mundial de hóquei em patins e africano de basquetebol em cadeiras de rodas, Angola está pronta a enfrentar e assumir novos desafios, que podem voltar a confirmar a capacidade de organização que já demonstrou em vários eventos.

Pelo que foi a experiência do Campeonato do Mundo de hóquei em patins, que se disputou pela primeira vez no continente africano, em 2013, Angola pode voltar a estar na “bocas do mundo”, pois essas competições são de grande impacto a nível da informação, com cobertura jornalística universal assinalável.
Angola já granjeou a auréola na organização de provas desportivas de gabarito, que se reflecte na confiança e na aposta que as autoridades desportivas demonstram, tanto em África como no Mundo, sempre que se apresente a candidatura para um determinado evento.

Face à disponibilidade e às condições evidenciadas, quer no capítulo de infra-estruturas quer no da organização, acreditamos que a pretensão da realização do Africano de andebol feminino, como da organização dos Jogos da SADC, não vão ser goradas. Aliás, elas já estão confirmadas, a desistência não faz parte dos nossos princípios.

A capacidade do país foi testada em 2013, com a organização à última hora do Campeonato Africano de basquetebol em cadeira de rodas, devido à indisponibilidade manifestada pelo Egipto, inicialmente indicado para acolher o evento, mas que não pôde em virtude da situação de instabilidade política que se viveu naquele país do Norte de África. Em menos de um mês, o país mobilizou-se e não deixou os créditos em mãos alheias, a prova africana acabou por ser também um êxito, tal como o foi, no mundial de hóquei em patins. Assim, estamos convictos de que as competições calendarizadas para os tempos próximos e distantes acabem também por ser estrondosos sucessos.

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