Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Quadro interessante no Girabola

07 de Maio, 2014
O cenário actual do Girabola, disputadas que foram onze jornadas e, por isso mesmo, com um terço do seu trajecto percorrido, dá-nos a ver um quadro interessante. Nos três primeiros lugares da classificação estão perfiladas três equipas, Recreativo do Libolo, Benfica de Luanda e Kabuscorp do Palanca, por esta ordem, com os encarnados da capital, este ano moldados a Zeca Amaral, a intrometerem-se entre os dois conjuntos que ostentam títulos de campeões nacionais.

O Libolo e o Benfica fizeram uma preparação para esta temporada algo discreta, embora com estágios fora do país e a contratação do novo treinador pelos encarnados pode ter sido a nota mais saliente em termos de aquisições pelas águias, enquanto que pelos lados de Calulo não se falou em nomes sonantes. Já no Kabuscorp, a contratação de Trésor Mabi foi a mais mediática do próprio campeonato, numa situação de certa polémica, inclusive, entre o conjunto do Palanca e o antigo clube do jogador, o TP Mazembe da República Democrática do Congo.

As três equipas do pódio, no momento, têm algo em comum, vivem de fundos próprios ou de patrocinadores, pelo que não estão ligadas a empresas ou organismos do Estado, como acontece com outras equipas grandes que, também, já ostentaram o título de campeões do Girabola (Petro de Luanda, 1º de Agosto, Interclube e Sagrada Esperança).

Na presente época desportiva nenhuma delas apresentou sintomas de desorganização, o que pode indiciar que a prestação dos respectivos plantéis seja sustentada por um nível organizativo à altura das encomendas, em que jogadores e treinadores fazem a sua parte, treinam e jogam na busca dos melhores resultados, sendo para isso que são pagos, enquanto a outra parte cuida do resto, em que se inclui a logística e os dinheiros necessários para que os principais intervenientes não tenham que jogar a pensar na barriga.

Num clube, os bons resultados não se alcançam, somente, com cofres cheios. É preciso que haja uma organização a altura, que suporte o seu funcionamento em relação às restantes áreas, técnica, médica e logística, e isso parece estar em dia, tanto no Recreativo do Libolo como no Benfica e no Kabuscorp.

Num quadro destes, é evidente que o seu balneário esteja sempre unido, não dando espaço a quezílias e intrigas entre os jogadores que colocam sempre os interesses do clube em primeiro lugar, porque têm de corresponder ao que deles se espera, particularmente as entidades contratantes.
Sem desprimor para as restantes equipas do Girabola, Libolo, Benfica de Luanda e Kabuscorp podem ser modelos na presente época, pelo menos até esta altura, em que parecem estar a fazer um campeonato diferente dos demais.

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