Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Qualificao vista

20 de Abril, 2019
A Selecção Nacional de futebol, de Sub-17, que participa no Campeonato Africano das Nações, que decorre na Tanzânia, tem hoje a missão espinhosa diante da selecção anfitriã, de jogar para a terceira e última jornada da fase de grupos. O desfecho, pode determinar a passagem às meias-finais, ou o afastamento irremediável.
Na verdade, depois de um início fulgurante com uma vitória convincente sobre a similar ugandesa, os Palanquinhas acabaram por claudicar na segunda jornada diante da Nigéria, comprometeram as aspirações ou adiaram a qualificação para a fase seguinte do torneio. Ainda assim, nada está perdido em definitivo. No ar, paira alguma esperança.
Para tanto, a equipa, às ordens de Pedro Gonçalves, está obrigada a vencer o jogo de hoje, é esta a condição única de passar às meias finais.Trata-se de uma empreitada difícil, mas não impossível, desde que da parte da equipa haja atitude, determinação, e mais do que isso, espírito de missão. As portas, para a outra fase, ainda não se fecharam.
É lógico, que o adversário a jogar em casa, tem os seus argumentos e objectivos. Pois, em caso de sair vitorioso, com uma boa margem de golos e se verificar uma vitória da Nigéria sobre o Uganda no outro jogo do grupo, pode ter a felicidade de estar nas meias-finais do torneio. É uma hipóteses remota, que não pode ser posta de fora das equações matemáticas.
Vai daí, que os angolanos não devem menosprezar o adversário. Mesmo a saber-se, que em função do que nos foi dado ver, nas primeiras duas jornadas, Angola tenha mais futebol em relação ao adversário, há que ter sempre presente a máxima, segundo a qual, no futebol não há vencedores antecipados, tão pouco derrotados à partida.
Seja como for, em termos de motivação entre as duas equipas, Angola está, naturalmente, com os níveis mais elevados. Depender de si, não é o mesmo que depender de terceiros. É esta particularidade, que divide as duas equipas, capaz de ter influência no desempenho destas e no resultado final. Angola precisa de acreditar e mostrar a mesma postura que mostrou nos jogos anteriores.
No último jogo com a Nigéria, pese embora averbar uma derrota, não esteve mal em campo. Jogou a um nível aceitável, resistiu à fúria adversária até ao fim, só não chegou à igualdade, por manifesta falta de sorte. Se evidenciar a mesma postura, logo mais, não terá dificuldades para atingir o seu desiderato.


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