Jornal dos Desportos

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Opinio

Que venha a Hungria!

12 de Janeiro, 2019
Bom começo. É o que se pode caracterizar da Selecção Nacional sénior masculina de andebol, às ordens da Filipe Cruz, que se estreou da melhor maneira na 26ª edição do Campeonato do Mundo da modalidade, ao vencer ontem a similar do Qatar.
O combinado angolano fez o que lhe competia na estreia desta prova, que arrancou quinta-feira última. Entrou para o rectângulo de jogo do Royal Arena, em Copenhaga, com grande determinação, perante um adversário que ofereceu sempre grande réplica e que não cruzou os braços do princípio ao fim.
Mas valeu a eficácia dos nossos bravos rapazes, que derrotaram os seus adversários por 24-23, depois da vantagem de 12-8 ao intervalo. E o Qatar não é um conjunto qualquer, pois entrou para este campeonato com rótulo de tri-campeão asiático e referenciado nos areópagos do andebol, como um dos melhores conjuntos do mundo.
Com a vitória sobre o Qatar, o «sete nacional» que integra o Grupo D, da competição que tem como palco a Alemanha e Dinamarca, abre, assim, boas perspectivas para a campanha de Angola nesta quarta participação num Campeonato do Mundo, depois das presenças nas edições de 2005, na Tunísia; 2015, Qatar; e 2017, em França; onde não conseguiu evitar a cauda. Aliás, o micro-estágio realizado na Polónia permitiu aquilatar as reais performances do grupo liderado por Filipe Cruz.
Na preparação levada a cabo em solo-pátrio polaco, o seleccionador nacional pode avaliar as performances do grupo, a partir de testes realizados com equipas como KPR Gwardia, SPR Stal Mielec e a do HC Banik Karvina, respectivamente.
Ademais, na antecâmara deste campeonato, o técnico angolano mostrou-se convicto em poder surpreender os adversários do primeiro turno desta elite do andebol mundial, que se estende até ao próximo dia 17. No entanto, depois de defrontar ontem o Qatar, o próximo adversário é a Hungria, num jogo em que Filipe Cruz e pupilos vão procurar repetir a proeza da estreia, ou seja conquistar mais um triunfo.
A crença do seleccionador nacional na conquista de bons resultados e de que, efectivamente, pode surpreender os adversários do Grupo D, no primeiro turno deste mundial, assenta-se nos argumentos e dinâmicas que o conjunto procurou buscar durante o estágio realizado na Polónia. No mesmo não se teve em conta os resultados obtidos frente as referidas equipas, mas sim a entrega e performances demonstradas pelos jogadores. A competir num grupo, que tem como quartel-general a capital dinamarquesa, Copenhaga, depois de defrontar amanhã a similar da Hungria, Angola vai ter ainda pela frente, no primeiro turno desta competição, a Suécia, no dia 14, Argentina, 16, fechando as contas diante do Egipto, outra das selecções que representa África, no dia 17. Agora que venha a Hungria, num jogo em que, inequivocamente, o objectivo do combinado nacional passa também pela triunfo. Aguardemos...

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