Jornal dos Desportos

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Opinio

Que venha o Marrocos

03 de Fevereiro, 2020
Depois da brilhante e expressiva vitória ontem de 5-1 sobre a Guiné Conacri, no duelo referente ao Grupo B do Campeonato Africano da modalidade, que se disputa no Marrocos, a Selecção Nacional de Futebol Salão volta a enfrentar um “osso duro de roer”. É verdade. Após garantir o passe para as meias-finais da competição, fruto do triunfo sobre o conjunto guineense, outra coisa não resta ao «Cinco Nacional», senão actuar nesse segundo turno com grande entrega e, acima de tudo, espírito de missão. Os comandados de Benvindo Inácio terão pela frente nada mais, nada menos, do que o anfitrião da competição e detentor do título, que actuando nessa condição tudo fará, obviamente, para lograr o passe para a grande final e repetir a proeza do título de 2018. Por isso, é uma tarefa árdua que o irreverente jogador angolano Mano Sele e companheiros vão ter frente a selecção marroquina, que, como é óbvio, a jogar em casa e diante do seu público, tudo fará para levar da melhor sobre o «Cinco Nacional».
Angola, que além da brilhante vitória ontem de 5-1 sobre a Guiné, obteve uma outra por 7-4 na estreia frente a Moçambique, outra selecção lusófona que desfila nesta elite do futsal africano, acabou por cair aos pés do Egipto, na segunda jornada.
Não obstante o desaire diante da equipa dos Faraós, por sinal a mais titulada do continente, ainda assim os angolanos fizerem jus aos seus maiores argumentos frente aos “irmãos do Índico” moçambicanos e aos guineenses, respectivamente.
Daí que mesmo ciente das eventuais dificuldades a enfrentar diante dos marroquinos nas meias-finais, ainda assim podem entregar-se de corpo e alma para surpreender a equipa da casa. É uma tarefa difícil, mas não impossível, convenhamos reconhecer isso.
De resto, Neblu, Dias, Prado, Mano Sele, Osna e demais companheiros sabem o quão representa o sabor da vitória diante da equipa da casa quarta-feira e, por isso, têm de fazer das “tripas coração” para dar alegria aos angolanos, que esperam vê-los desfilar na elite do futsal mundial, em Setembro deste ano na Lituânia. Uma vitória sobre o Marrocos será “ouro sobre o azul” para estes bravos rapazes. Isso é evidente.
Vale dizer ainda, que depois das presenças nas edições dos CAN de futsal realizadas em 2008 (na Líbia) e de 2016 (África do Sul), o combinado nacional pode, efectivamente, fazer uma gracinha neste certame, desde que atinja a excelência frente a selecção anfitriã.
E a turma do Magreb, apesar de se lhe apresentar como um “osso duro de roer”, não é um adversário intransponível. Pelo contrário, pode também sentir o peso da arte e engenho, que os nossos rapazes vêm demonstrando ao longo da prova. E que assim, efectivamente, seja, para gáudio de todos angolanos…

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