Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Quem salva o ASA

14 de Dezembro, 2019
Campeão das edições do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão de 2002, 2003 e de 2004, respectivamente, o Atlético Sport Aviação (ASA), um clube cuja existência remonta desde o longínquo 1 de Abril de 1953, corre o risco de extinguir a sua equipa principal. Depois de despromovido ao escalão secundário pela segunda vez à época transacta, o emblema aviadora continua mergulhado numa “tremenda crise”.
Face ao quadro menos bom que enfrenta no campeonato provincial de futebol de Luanda, onde a equipa técnica do conjunto aproveita a oportunidade para rodar o plantel, a desistência é apontada pela direcção do clube como uma das saídas opcionais.
Aliás, nunca é demais lembrar que nesse momento e depois das várias tentativas encetadas pela direcção para a busca de alguns apoios, todas expectativas caíram em “saco roto”. A situação, porém, é agravada com o facto de a Transportadora Aérea Angolana (TAAG), que durante vários anos assumiu a ‘sponsorização’ da formação do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, ter retirado oficialmente o seu patrocínio.
Como consequência da retirada do patrocínio por parte da companhia aérea de bandeira nacional, é conveniente realçar esse aspecto, nesse momento equipa técnica e jogadores não vêem um tostão pintado há mais de um ano.
Como se não bastasse a gritante situação que estes enfrentam de estarem desprovidos dos seus salários há sensivelmente 16 meses, há o risco, inclusive, de a equipa principal de futebol extinguir-se e com todas as situações daí decorrentes. Fala-se mesmo, tal como apurou o nosso jornal, que a reunião que a direcção vai realizar na próxima semana será determinante para definir de uma vez por todas se a equipa de futebol do ASA vai ou não disputar a “Segundona”, designação por que é conhecida o campeonato nacional da II Divisão. É, de resto, um assunto que vai fazer correr muita água debaixo da ponte e que, na verdade, em nada abona a grandeza do clube aviador.
Nesse momento e de acordo com informações prestadas pelo director técnico do emblema aviador, José Kilamba, os jogadores e equipa de treinadores vão sobrevivendo com alguns recursos financeiros obtidos por via alternativas.
Até à disputa da edição do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão de 2017, o ASA era ao lado do 1º de Agosto um dos totalistas da prova, que nos últimos anos ganhou o cognome de Girabola Zap. Depois de cair de divisão pela primeira vez, o conjunto retornou à prova na época 2018/19, mas ainda assim não resistiu às intempéries da crise financeira, que voltou a acossar o leme aviador. E sendo o ASA um clube com história, era imperioso que se fizesse das tripas coração para que a equipa que já deu muitas alegrias e emprestou alguma qualidade e charme no nosso Girabola Zap, não desapareça do mapa futebolístico nacional. Daí o apelo para que, efectivamente, se salve esta equipa lendária do nosso “association”…

Últimas Opinies

  • 20 de Janeiro, 2020

    Deixem a Marximina regressar

    Olhei para o tempo que já passou desde a suspensão da árbitra Marximina Bernardo, acabou penalizada pela Federação Angolana de Futebol (FAF), sobretudo porque, em minha opinião, este órgão hesita em não condescender exagerada decisão que então tomou, quando para “homens do apito” as punições quase que sabem a flores.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    O orçamento não varia muito dos anos anteriores. Podemos dizer que é ligeiramente superior a dois milhões de dólares por ano. Este é o valor que temos consagrado para o Sagrada Esperança.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Regatas para Tquio

    Marcado por aceso despique, o Campeonato Africano de Vela nas classes 420 e 470, realizado de 13 a 18 do corrente mês na Contra-Costa da Ilha do Cabo, em Luanda, confirmou mais uma qualificação de Angola à maior montra desportiva do globo.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Welwitschias voltam a dar o ar da sua graa

    Depois da “travessia do deserto” por que passou nos últimos tempos, obrigando a ficar inactiva, a Selecção Nacional de Futebol feminina pode testemunhar um novo ciclo no ano que dá ainda os seus primeiros passos.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Futebol feminino busca resgate da mstica

    Já houve tempos que o futebol feminino era de facto uma festa cá entre nós, pois inflamava paixões e, de facto arrastava multidões.

    Ler mais »

Ver todas »