Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Queremos caprichar

27 de Julho, 2014
Docentes, estudantes, médicos, agentes da Polícia Nacional, técnicos de diferentes especialidades, devem, no quadro de um esmerado espírito patriótico, sentir-se comprometidos com a prova. Porque, afinal, a sua intervenção em áreas específicas pode ser exigida a qualquer instante.

As questões de segurança, assistência médica e técnica, de transporte, entre outras, devem estar em dia, para o êxito da prova. Estes são os tais serviços auxiliares do evento, residindo neste particular a razão de existirem, neste complexo processo, intervenientes directos e indirectos.

Depois de São Tomé e Príncipe ter renunciado à organização do certame, Angola não perdeu tempo e mobilizou-se para acudir à situação. Criou, de imediato, uma comissão, que durante os últimos meses dedicou toda a sua atenção ao processo de preparação, com a criação, claro, das condições essenciais para que tudo corra como desejado.

A questão de recintos de jogos não estava em causa. Aliás, este quesito deixou de ser um problema para Angola. A organização, nos últimos anos, de acontecimentos desportivos de vulto, como o Campeonato Africano das Nações de futebol em 2010 e Campeonato do Mundo de hóquei em patins no ano passado, já para não falar de eventos anteriores, arrumaram a casa em termos de infra-estruturas.

De resto, o que se fez foi apenas melhorar alguns aspectos, como as condições na aldeia olímpica e outros serviços auxiliares, indispensáveis ao êxito da organização de qualquer evento desportivo. Portanto, pensamos que Angola está em condições de agradar aos seus hóspedes presentes nestes jogos.

Ontem, assistimos a um festival de cor e alegria. Muita gente esteve presente no pavilhão do Kilamba para assistir à cerimónia de abertura oficial destes jogos. O ambiente acabou por reflectir o espírito de irmandade que liga os povos falantes da língua portuguesa.

Por tudo isto, continuamos a dizer que nestes jogos o espírito competitivo não deve sobrepor-se ao de convivência e troca de experiências entre a juventude dos nossos países, unidos por seculares lanços culturais e históricos. As vitórias elevam, em qualquer circunstância, o nosso ego. Para elas, as equipas vão bater-se, mas, ainda assim, não devem ofuscar o espírito de unidade.

Durante uma semana vamos ter torneios em diferentes modalidades, e esperamos que o “fair play” também prevaleça. O nosso desejo é que os participantes gostem da nossa hospitalidade, porque o nosso Governo não poupou esforços para tornar estes jogos uma verdadeira festa, em que os convivas interajam e se entendam através da língua portuguesa.

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