Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Recarregar baterias

03 de Julho, 2014
Hoje cumpre-se mais um dia de folga no campeonato do mundo de futebol que decorre no Brasil. Trata-se do segundo sucessivo, no intervalo que separa os oitavos dos quartos-de-final. O campeonato já está reduzido na ordem de 75 por cento. Das 32 equipas da primeira hora apenas oito continuam em prova.

O torneio vai agora entrar nos quartos-de-final, fase que define as quatro selecções que jogam as meias-finais. Por isso, é quase um dado adquirido que esta pausa está a ser aproveitada não só para um trabalho de campo sério e aturado da parte das equipas presentes, mas também para a reflexão que se impõe.

Se já nas fases anteriores difícil era avançar um prognóstico em face do equilíbrio verificado, em quase todas as partidas, mais difícil se torna agora prever qual das oito selecções, ainda em competição, vai lograr a passagem para as meias-finais. Estamos a assistir a um campeonato em que todas as equipas têm sabido bater-se até ao limite.

De resto, basta concluir que nenhum jogo dos oitavos-de-final foi decidido ao final dos 90 minutos regulamentares, para concluirmos que todas estão na prova com forte determinação, um aspecto que, diga-se em abono da verdade, tem valorizado grandemente a competição. Afinal é de jogos disputados em igualdade de circunstâncias que o povo gosta.

Aquele que no dia 13 tiver o privilégio de erguer o troféu, não tem como não reconhecê-lo como um troféu conquistado à custa de muita luta e combatividade. Afinal existem no mundo desportivo conquistas fáceis e outras difíceis. E por aquilo que temos vindo a assistir nesta edição, não tem havido facilidade para nenhuma equipa.

Mesmo as que ficaram pelo caminho, perderam com honra e glória, porque as equipas com as quais conheceram o sacrifício também reconhecem a réplica por elas oferecida. Não é sem razão que nos seus países vão sendo recebidas com honras e vivas, como temos vindo a acompanhar através dos noticiários diários.

Os cidadãos e governantes vão aos aeroportos receber os suas selecções por reconhecimento daquilo que trataram de fazer no campeonato, independentemente de não terem podido seguir mais em frente. Muitas delas perderam exibindo o melhor futebol, talvez vítimas daquilo a que ousamos chamar falta da iluminação da estrelinha da sorte.

Por ora, entre as oito selecções ainda em prova, estão apenas três campeões, Brasil, Argentina e Alemanha. Mas este facto não lhes confere tranquilidade absoluta, porque pelo caminho outros campeões estatelaram-se ao comprido diante de selecções sem uma história escrita em grandes parangonas.

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