Jornal dos Desportos

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Opinio

Recomeo dos Palancas

21 de Maio, 2014
Foi anunciada ontem a equipa que vai ser a base da selecção com que Angola vai disputar a qualificação para o CAN 2015, com sede em Marrocos. Os 25 jogadores foram convocados pelo seleccionador nacional Romeu Filemon, em conferência que teve lugar no Centro de Imprensa Anibal de Melo, entre os quais que se destaca o regresso de Gilberto e a convocatória, pela primeira vez, de novas caras.

Este grupo vai disputar os amigáveis de preparação com Marrocos e com o Irão, marcados para o final deste mês, nos dias 28 e 30. Para lá destes, e de acordo com o programa, os Palancas Negras devem efectuar outros dois desafios antes de entrarem, em Setembro, na disputa do torneio qualificativo para a maior cimeira do futebol africano.

Sendo assim, o grupo segue domingo para o Algarve, em Portugal. Romeu Filemon sabe que, por enquanto, não pode contar com todos os jogadores que caíram na sua órbita ao longo do trabalho de sondagem e prospecção que efectuou, por motivos vários, sendo por essa razão que deixou claro, no encontro com a imprensa, que as portas e as janelas da Selecção Nacional continuam abertas para a entrada de todos os jogadores que venham a revelar qualidades.

De resto, sabemos que numa selecção não podem caber todos. Porém, o facto de terem sido sondados por quem tem a última palavra na equipa nacional já deve ser motivo de regozijo para cada um deles, até porque o treinador, com a chamada de atletas jovens, já está a pensar naquilo a que podemos chamar renovação, ou se preferirem, no futuro da selecção.

Quanto àquilo que pode ser o desempenho da equipa nacional nos particulares de Algarve e Viena, a expectativa é reservada. Pois, para lá de serem duas selecções teoricamente mais cotadas em relação à nossa, coloca-se aqui a particularidade de estes jogos não terem nada a definir, uma vez que não são qualificativos e tão pouco classificativos para qualquer competição. O que se espera é que venham a servir para aquilo que pretende o seleccionador nacional.

No essencial, quer o jogo com Marrocos quer o com o Irão concorrerão, sobretudo, para uma visão mais apurada do seleccionador nacional sobre as unidades convocadas, e a partir daí poder reunir uma noção mais apurada das correcções e arranjos que vão ser necessários fazer para a formação de uma equipa coesa, entrosada e capaz de fazer finca-pé aos adversários que venha a encontrar pelo caminho, no âmbito da corrida para o CAN 2015.
É certo que a vitória tem sempre um sabor especial, mesmo que ocorra numa partida de carácter particular.

Mas, no caso de uma equipa que se junta agora, ela não deve constituir o factor determinante. Interessa, sim, que estes dois desafios sirvam de leitura daquilo que urge para se formar uma selecção que possa dar aos angolanos maiores garantias, passando um apagão pelos Palancas das últimas competições oficiais que envolveram o país, cuja prestação foi a todos os títulos desastrosa.

Enfim, tratou-se de uma escolha certa, que não deve merecer contestação. De resto, devemos deixar a equipa trabalhar, proporcionar-lhe o apoio necessário, para que quando chegar a hora da verdade, isto é, da disputa dos jogos de qualificação, possamos todos nós orgulharmo-nos dela.

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