Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Regatas para Tquio

20 de Janeiro, 2020
Marcado por aceso despique, o Campeonato Africano de Vela nas classes 420 e 470, realizado de 13 a 18 do corrente mês na Contra-Costa da Ilha do Cabo, em Luanda, confirmou mais uma qualificação de Angola à maior montra desportiva do globo.
Fazendo jus à condição de anfitriã, a dupla angolana Matias Montinho/Paixão Afonso qualificou-se para os Jogos Olímpico de Tóquio, Japão, a decorrerem de 24 de Julho a 9 de Agosto do ano em curso, fruto da vitória na prova africana, a nível da classe 470.
E assegurada que foi a qualificação para os Jogos Olímpicos, os atletas angolanos, como é óbvio, devem começar já a esboçar aquilo que será a sua campanha nesta grande montra desportiva.
Na classe Olímpica 470 a dupla de vencedores, que travou uma luta ferrenha com a outra formada pelos compatriotas Francisco Artur/Edvaldo Torres, chamou a si o poderio das várias regatas deste Campeonato Africano de Velas, daí que não é de estranhar a confirmação de mais uma presença angolana nas Olimpíadas.
Não obstante alguma réplica dada pelos adversários, contratempos e protestos à mistura, os velejadores angolanos da Classe 470 conseguiram contrapor as adversidades e lograr os lugares do topo, o que lhes permitiu confirmar a presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio. E tudo por obra da grande entrega e acima de tudo “Fair-Play” demonstrado.
Os dois velejadores campeões africanos, que estiveram nos últimos Jogos Olímpicos do Rio (Brasil\'2016), venceram a última regata com três pontos, somando 16 Net (pontuação). A referida regata foi disputada só por atletas nacionais, devido a ausência de outros concorrentes. Por essa razão, na classe 470 o pódio do ouro ao bronze foi conquistado exclusivamente por duplas nacionais, constituídas por Matias Montinho/Paixão Afonso (que se sagrou campeã, como já se referiu), Francisco Artur/Edivaldo Torres (vice) e Paulo Amaral/Lúcio Felgueira (que logrou o 3º posto).
Por conseguinte, na classe 420 Angola conquistou a medalha de ouro, por intermédio da dupla Mário Domingos/ Francisco Kilombo, que somou 22 pontos. A medalha de prata também ficou com a dupla angolana, constituída, por Miguel Fiel/José Manasseis, que terminou a prova com 24 pontos.
Já no que se refere a classe feminina, a dupla angolana Domingas Huambo/Isabel Afonso viu-se superada pelas irmãs do Índico, as moçambicanas Denise Parruque e Maria Machava, que foram mais eficazes, chamando para si a conquista do lugar mais alto do pódio deste africano de vela, que o país albergou.
De resto, valeu o espírito de “Fair-Play” demonstrando durante a competição pelos velejadores dos países que estiveram em competição e acima de tudo a postura de bons anfitriões, que os angolanos evidenciaram ao cabo das várias regatas.
E agora o foco dos nossos velejadores deve incidir nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Até lá o grande objectivo passa por preparar bem as equipas, para que o país tenha uma boa prestação. Assim se espera…

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