Jornal dos Desportos

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Opinio

Regresso fase de grupos

19 de Março, 2018
O 1º de Agosto confirmou no sábado, com mais ou menos dificuldades, a previsão de chegar à fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos. Os militares regressam à \"fina flor\" do futebol continental, a nível de clubes, 21 anos depois da última presença em 1997 sob o comando do juguslavo Dusan Kondic.
Ainda que se tratasse de um jogo de risco, estava em causa decidir qual das duas equipas ia para a fase de grupos, embora em casa do adversário, o campeão nacional não deixou os créditos em mãos alheias e carimbou o passaporte, volta a fazer parte da elite do futebol africano reservado a campeões.
Depois da magra vitória de 1-0, em Luanda, o 1º de Agosto viajou a Joanesburgo disposto a não deixar escapar a oportunidade de voltar a competir ao mais alto nível. Acreditou na sua capacidade e não obstante o desafio de defender a vantagem que levava na eliminatória, em casa do Bidvest Wits admitiu a possibilidade de regressar a casa com a qualificação na bagagem.
Tal como se previa, a tarefa não foi fácil para o embaixador angolano, que se tornou o único sobrevivente nas Afrotaças, depois da eliminação um dia antes do Petro de Luanda da Taça da Confederação, pela também equipa sul-africana do Supersport United. Depois de conservar até aos 80 minutos a vantagem que detinha no marcador, os militares viram o sonho esfumar-se quando o Bidvest Wits empatou o jogo, e levou a decisão para a marcação de pontapés de grandes penalidades.
Como a sorte acompanha os audazes, apesar do desperdício de dois penálties, o 1º de Agosto conseguiu o principal objectivo que era atingir a fase de grupos, acabou por merecer a premiação, a julgar pelo que aconteceu nos dois jogos.
Com o regresso 21 anos depois à fase de grupos da Liga dos Campeões, abre-se uma nova oportunidade para o resgate de mais equipas angolanas nas Afrotaças, para tal, tudo depende do desempenho dos militares nesta fase de grupos, em que se espera chegar o mais longe possível, entre meias-finais e final. Embora, seja uma ambição um pouco acima das reais hipóteses, por a
equipa estar muitos anos fora deste nível competitivo, no futebol tudo pode acontecer.
Aqui chegados, é preciso trabalhar na criação de condições, para que ao nosso embaixador surjam as condições indispensáveis para uma preparação à altura dos desafios, a fim de representar condignamente o país na alta roda do futebol africano, a nível de clubes. Os militares vão estar engajados em duas frentes, precisa de um plantel para suportar o elevado número de jogos a disputar.
Depois do longo período de ausência, seria na verdade honroso regressar à competição não só para participar, mas para competir e deixar bons indicadores, para que nos próximos anos voltemos a fazer parte da elite do futebol em África. Acreditamos, que o 1º de Agosto tem condições logísticas, materiais, administrativas e financeiras para preparar bem a sua presença na prova.
A Federação Angolana de Futebol deve dar o apoio institucional, para que o único sobrevivente tenha uma prestação condigna, na fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos.

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