Jornal dos Desportos

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Opinio

Regresso ao Mundial

02 de Fevereiro, 2016
Onze anos depois, Angola volta a qualificar-se para uma fase final do Campeonato do Mundo de Andebol, em seniores masculino. A Selecção Nacional logrou o segundo feito ao classificar-se em terceiro lugar no Campeonato Africano das Nações que decorreu no Egipto, resultante da vitória sobre a congénere da Argélia, na disputa pela última vaga do pódio, após a Tunísia e Egipto terem ficado com os dois primeiros.

Com o objectivo realizado, marcar presença no Campeonato do Mundo, é inegável que o técnico Filipe Cruz e os seus rapazes tiveram um saldo de todo positivo. Apesar de terem passado por algumas situações menos boas, os atletas e a equipa técnica souberam defender com bravura e patriotismo as cores da bandeira nacional.

Quais heróis em defesa da pátria -mãe, o seleccionador e a sua rapaziada souberam fazer das dificuldades um motivo para chegar ao pódio. Depois de uma primeira fase quase irrepreensível, em que só perdeu para o campeão africano, na fase do "mata-mata", os angolanos tornaram a perder para os vice -campeões (Egipto), o que mostra bem a performance tida pelo combinado nacional na competição.

Com quatro vitórias e duas derrotas, os pupilos de Filipe Cruz estiveram muito bem na primeira etapa, considerada por muitos como a fase de estudo entre as selecções. Dos seis jogos, registaram-se desaires diante da Tunísia e do Egipto, as selecções mais cotadas do continente e que voltaram a fazer jus ao estatuto que ostentam.Daqui para frente, espera-se que a Federação trabalhe com o Ministério da Juventude e Desportos e parceiros para os devidos apoios à Selecção Nacional e que no próximo ano nada falte ao grupo de trabalho. O Campeonato do Mundo é uma exposição e muito embora a nossa Selecção não vá com o objectivo de estar entre os primeiros, vai certamente para dignificar as cores nacionais.

Com a qualificação, as responsabilidades do combinado nacional aumentaram pelo que é legítimo que se proporcione as melhores condições possíveis para um desempenho acentuado na maior prova da modalidade a nível mundial. Sabe-se que o país atravessa um momento delicado em termos económicos, fruto da queda do preço do petróleo no mercado internacional, o que obriga à contenção financeira e a parcimónia na gestão do erário.O "sete" nacional por agora vai descansar e o seleccionador vai aproveitar as férias para fazer um programa ajustado às verbas disponíveis, para que a Selecção Nacional possa fazer a preparação à altura de uma competição como é o Campeonato do Mundo. Há tempo suficiente para reunir as melhores condições para o grupo, já que o Mundial vai ser em 2017 em França.

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