Jornal dos Desportos

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Opinio

Regresso das hostilidades

09 de Setembro, 2016
As hostilidades no Girabola Zap, no bom sentido, estão de regresso, terminada que está a pausa a que o campeonato esteve sujeito, para que o último compromisso dos Palancas Negras fosse cumprido, mesmo que não tivesse quase nada a ganhar, na recepção ao Madagáscar, para a última jornada no acesso ao CAN que no fim-de-semana cerrou as cortinas.

As paragens no campeonato, mesmo tendo em conta os interesses supremos da Selecção Nacional, são sempre polémicas, dando azo a opiniões díspares dos agentes desportivos, desde dirigentes a treinadores.

Afinal, cada um pretende sempre defender a sua dama. Se uns advogam que as paragens obrigam os clubes, através dos seus treinadores, a refazer os seus programadas, outros defendem que os clubes devem estar precavidos contra essas situações, que no futebol nacional não constituem novidade.

O Girabola Zap parou por mais de dez dias, numa fase crucial, em que faltam apenas sete jornadas para se conhecer o campeão nacional e as equipas que, por incompetência, descem de divisão.

Para as formações que lutam pelo título, como o 1º de Agosto e o Petro de Luanda, Recreativo do Libolo e Kabuscorp do Palanca, o torneio da FESA e a Taça de Angola vieram em boa altura, porquanto permitiu aos seus jogadores terem actividade desportiva.

Inclusive, alguns jogadores menos rodados nas respectivas equipas, tiveram a oportunidade de ter mais jogos nas pernas e a possibilidade de se mostrarem mais aos treinadores, o que desde já foi um ganho as agremiações, e a é pena que essa oportunidade não tenha sido extensiva a todas equipas que desfilam na prova maior do futebol nacional.

Jogadores e equipas ganham rodagem competitiva com jogos, e a jornada que hoje arranca, a 23ª, e que marca o recomeço da competição, vai, em certa medida, para a avaliação das equipas após a paragem verificada.

O Benfica de Luanda e o Porcelana do Cuanza Norte são as formações que têm a responsabilidade de mostrar que a paragem não causou mossa nos respectivos conjuntos, ou num ângulo contrário, os malefícios destas pausas às equipas.

O jogo, à partida não promete muitas histórias para serem contadas. A equipa de Luanda há muito que deixou de ser de topo na presente época, após uma série negra de derrotas consecutivas, tornando-se num conjunto vulgar, de candidato ao título que era, quando as cartas foram lançadas no arranque desta competição. Já o seu adversário caminha para uma despromoção que se afigura próxima, pois carrega o peso de ocupar o último lugar.

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