Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Regresso do Girabola

28 de Junho, 2014
As equipas começam a disputa da etapa mais decisiva do torneio, naquela em que quem se revelar perdulário arrisca-se a comprometer as suas aspirações.

Na segunda volta, em regra, não há lugar para erros. Ou seja, é a fase da prova em que as equipas devem procurar consolidar posições. O relaxe ou desleixo da primeira volta não devem ter lugar, porque depois pode não haver espaço ou tempo para correcções e acertos para conseguir os objectivos definidos.

À partida, esperamos por um período de campeonato interessante, talvez com mais competitividade em relação à primeira volta. Aliás, só o facto de o Recreativo do Libolo levar na classificação a vantagem que leva é motivo suficiente para movimentar os seus concorrentes e pô-los a correr atrás do prejuízo, uma vez que afinal nada está perdido para eles, da mesma forma que nada está ganho para a turma de Calulo.

Os nove pontos que separam o líder do segundo classificado podem assustar e traduzir uma distância insuperável quando se está a poucas jornadas do termo da prova, quando estamos na fase da contagem das espingardas como se diz. Mas, na actual posição pode não significar absolutamente nada, havendo a hipótese de quem antes esteve mal melhorar e quem esteve bem regredir. Tudo é possível.

Certo que quem já leva um somatório estável parte com a estrutura psicológica mais estável, e isto é bastante determinante. Ao contrário de quem se acha na condição de correr atrás do prejuízo. Enquanto amantes do futebol e consumidores daquilo que de bom é produzido no nosso campeonato, estamos na expectativa de ver a bola rolar e ver as equipas reagir na luta pelos seus objectivos.

Para já o campeonato não inverteu o quadro das coisas. Era suposto que os "grandes" moribundos, já há algumas épocas, pudessem reagir positivamente nesta edição e voltar à ribalta. Mas, a despeito do que nos foi dado ver na primeira volta, não é ainda desta que 1º de Agosto e Petro voltam a sorrir. A crise persegue-os até ao quarto, de maneira que mesmo que o Libolo venha a ter a desdita de ser superado não o é por nenhum destes dois emblemas.

De resto, olhando para o quadro classificativo da prova, se há equipas melhor posicionadas para fazer cócegas ao Recreativo do Libolo, essas são o Kabuscorp do Palanca, actual campeão, e Benfica de Luanda, que este ano está a dar muito boa conta de si, surpreendendo pela positiva. Enfim. Tudo indica que a segunda volta promete luta e algo mais.

Seja como for, alegra-nos saber que a presente edição reúne um leque maior de equipas com potencial para discutir o título, sendo que boa parte delas já o conquistou em ocasiões anteriores. Pensamos que é isto que valoriza o campeonato e lhe confere o estatuto competitivo que merece, enquanto prova maior do futebol nacional.

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