Jornal dos Desportos

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Opinio

Regresso e euforia

13 de Outubro, 2017
O Girabola regressa, cumprida que foi mais uma eliminatória da Taça de Angola, e esse retorno acaba por ser com uma grande dose de expectativa a pairar sobre o actual momento do futebol nacional, quando a definição do campeão nacional continua a arrastar-se.

A conquista da Taça de Angola pode ser um bom lenitivo, principalmente às que se assumiam como candidatas no começo da temporada, mas que por força do seu desempenho menos conseguido ou em função da superioridade competitiva das duas equipas que por esta altura estão em condições de chegar ao fim da corrida na primeira, posição, 1º de Agosto e Petro de Luanda, arriscam-se esta temporada a ficar sem nada.

A Taça de Angola pode ser um consolo, dado que o seu vencedor será um dos representantes do país nas Afrotaças do próximo ano, e equipas como o Kabuscorp do Palanca e Interclube, podem ter um interesse redobrado na sua conquista, além dos militares e petrolíferos.

Estes dois últimos são os conjuntos que estão em condições de fazer a “dobradinha” com vitória no Girabola e na Taça, algo que não acontece com muita frequências nas nossas paragens.

Nos últimos tempos, mesmo tendo havido um domínio do Libolo com a conquista do principal campeonato do país por quatro vezes, não se pode dizer que tenha sido um domínio absoluto da formação de Calulo, uma vez que essas conquistas não se estenderam à Taça de Angola.

O regresso, hoje, do Girabola, acontece numa altura em que os dois grandes “papões” do país encetam uma luta acentuada para a conquista da prova, com o 1ºde Agosto, actual campeão em título, a depender apenas de si para a desejada revalidação.

Os dois pontos de vantagem que leva sobre o rival, além de beneficiar do facto de nos jogos entre si estar em vantagem, permite ao campeão vislumbrar um horizonte mais claro depois de um cenário que não lhe era favorável.

Ainda que em termos de calendário se possa argumentar que os militares estão comparativamente pior que o Petro de Luanda, é ponto assente que a motivação que os anima é um dado importante a ter em conta.

Ninguém gosta de morrer na praia, passe a comparação. E tendo todos os cenários a seu favor é pouco crível que nesta altura do campeonato possa haver mudanças profundas no topo.

Acirrada está também a luta no fim da tabela de classificação, em que ninguém quer assumir de peito aberto a real despromoção, até porque da 12ª posição para baixo, todas as equipas ainda “tremem” e sonham com a permanência, mesmo até o histórico ASA, que todos os anos vive o espectro da despromoção.

O campeonato regressa e o Girabola continua. Ainda sem um campeão definido mas com uma jornada que pode aclarar muita coisa, tanto no topo como na “cauda”.

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