Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Regresso s Data FIFA

17 de Março, 2017
Os jogos amigáveis servem para as equipas melhorarem os automatismos, criar um espírito colectivo de grupo, para os treinadores poderem avaliar a entrada de novos jogadores chamados para integrarem o grupo, etc, e por isso são sempre bem vindos.

As DataFifa, institucionalizadas pela Federação Internacional, colocam quase sempre em confronto várias selecções ao nível do mundo, e são sempre aproveitadas pelos respectivos seleccionadores nacionais.

Angola esteve há muito afastada deste cenário, com os Palancas Negras parados, em datas em que a maioria das selecções mundiais estava em movimento. Muitas foram as DataFIFA não aproveitadas pela Selecção Nacional, sem que o órgão reitor desse qualquer justificação.

Contudo, esse quadro tende a mudar, a julgar pelo próximo compromisso dos Palancas Negras em Blonfontein diante da África do Sul, cuja convocatória acaba de sair, já sob chancela do novo seleccionador nacional, o hispano-brasileiro Roberto Bianchi, indicado há pouco menos de seis dias pela Federação Angolana de Futebol, em substituição de José Kilamba.

Uma posição que vai de acordo às mudanças na selecção e na própria federação que o novo elenco federativo prometeu aquando da sua eleição, e que agora começam a ganhar corpo, tal como foi também o pagamento de uma parte dos salários que os funcionários da FAF tinham em atraso.

A condição financeira menos boa da FAF durante a anterior gestão parece ter sido o móbil que terá levado os Palancas Negras a ausentarem-se de jogos amigáveis com selecções congéneres, mas o jogo com os Bafanas Bafanas pode bem ser o indicativo de que Artur Almeida e Silva e a sua equipa têm soluções para essa questão, dando dignidade à Selecção Nacional para que ela volte a ocupar lugar que merece no ranking mundial.

O jogo com a África do Sul vai ser o primeiro em que Beto Bianchi se vestirá com as cores dos Palancas Negras dirigindo a Selecção Nacional e vem em boa altura, dado que o conjunto nacional não jogará debaixo da pressão de ganhar, obrigatoriamente, embora ninguém goste de perder, nem mesmo a feijões.

Com um novo treinador, é natural que algumas caras novas do futebol doméstico possam aparecer, além dos jogadores da diáspora, alguns deles já identificados pelo próprio técnico e agora convocados.

Uma experiência marcante para o treinador, cujo sucesso significará, obviamente, o sucesso dos Palancas Negras, este, afinal, um anseio da nação futebolística, que está á espera de novos tempos para a Selecção Nacional.

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