Jornal dos Desportos

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Opinio

Regresso s emoes

12 de Junho, 2017
Depois de um breve intervalo, observado na passagem de um para outro turno, o Girabola Zap volta aos campos no fim-de-semana com a disputa da 16ª jornada, a primeira, da segunda volta. As equipas acertam os detalhes para encararem com optimismo a fase derradeira da prova.Aliás, algumas equipas deslocaram-se do seu habitat por alguns dias, para preparar a segunda volta do torneio, num ambiente de maior privacidade, longe do calor caseiro que tem sempre implicações no nosso exercício do dia-a-dia. À despeito do que nos foi dado ver na primeira volta, paira no ar uma expectativa enorme, em torno deste reinício.

Como é sabido, o segundo turno é decisivo, é aquele que as equipas procuram para se revelarem menos perdulárias, sob pena de verem goradas todas as suas perspectivas. Por exemplo, no que toca à luta pelo título, espera-se uma luta de surdos, se não de doidos pelos primeiros lugares. Ora, se na primeira volta, como se diz na gíria, apenas foi um documentário, o verdadeiro filme começa agora.

Na verdade, durante as primeiras 15 jornadas assistimos a uma interessante disputa pela liderança da prova. Pelo menos quatro equipas, nomeadamente, Petro de Luanda, 1º de Agosto, Kabuscorp do Palanca e Sagrada Esperança travaram entre si uma encarniçada batalha, que diga-se de passagem deu outra graça à prova.
As quatro equipas revezaram-se na liderança, numa disputa salutar, que mais não serviu senão para valorizar o próprio campeonato. A ponta final foi escaldante, com o Petro de Luanda a protagonizar uma agradável surpresa aos seus concorrentes, terminou quando os sinais apontaram mais para a turma militar, em primeiro lugar.

A etapa que arranca no fim-de-semana, tem ao que tudo indica, muita coisa para dizer. Abatalha pode ser mais dura ainda, porque ao fogoso quarteto junta-se agora, o Recreativo do Libolo que depois de disputados todos os jogos que tinha em atraso, decorrentes da sua condição de representante na Taça da Confederação, também se encostou aos da “linha da frente”Agora, é que se vai ver, quem é quem.

É certo, que neste intervalo, equipas há que aproveitaram rever o seu sistema de jogo, corrigir debilidades e definir estratégias mais eficazes, vai-se lá saber se este exercício dá resultados ou não. Seja como for, não é tanto isso que conta, mas a capacidade de resistir à concorrência, que esperamos voltar a acontecer.Esta semana é de intensificar a preparação.

O 1º de Agosto, por exemplo, não poupa esforços, ensaia esquemas para poder enfrentar o JGM do Huambo, uma equipa que depois de uma primeira volta não bem sucedida, certamente que espera acertar o passo, para ver se consegue afastar para longe o fantasma da despromoção.Quem fala do 1º de Agosto, fala de outras equipas, não tivessem todas elas um objectivo comum, voltado para a conquista de pontos que acalentam a esperança pelos objectivos definidos. Umas com olhos virados para a conquista do título, outras, na melhoria de classificações da edição passada, outras ainda, simplesmente, na permanência na prova. As coisas vão aquecer para valer. Aguardemos...

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