Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Repensar o basquetebol

06 de Outubro, 2015
Angola perdeu a hegemonia do basquetebol continental, perdeu os títulos africanos em masculino e feminino para a Nigéria e Senegal, nas provas que a Tunísia e os Camarões albergaram, que serviram para o apuramento da única equipa do continente aos próximos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.A participação na Tunísia, em que a Selecção Nacional deixou muito a desejar, por perder na final com a Nigéria, a denotar o "cinco" nacional estar a viver problemas internos.

A equipa feminina não conseguiu subir ao pódio, quando à partida, era a favorita ao título, que podia ser o seu terceiro campeonato. Colocam-se agora novos desafios ao basquetebol nacional, que precisa de ser repensado, para que encontre no mais curto espaço de tempo, o caminho rumo à reconquista da hegemonia continental.

As grandes selecções e as equipas têm ciclos de vitórias. Nem mesmo as melhores selecções do mundo conseguem manter-se eternamente no lugar alto do pódio, pelo que o fim de um ciclo de hegemonia, não deve significar o começo da bancarrota competitiva. Pelo contrário, deve servir para encontrar novas formas de gestão administrativa que garantam o sucesso no aspecto competitivo.O país perdeu os títulos africanos que devia defender, mas deve tirar as ilações dos erros cometidos, as lições necessárias para que os atletas possam regressar às vitórias num futuro próximo.
O gosto pela vitória, é algo que os nossos briosos atletas estão habituados.

Não é por acaso, que Angola é em masculino, o país mais titulado em África, com mais presenças em Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo.
Em feminino, as atletas saíram do anonimato para imporem presença em África, com a conquista de dois títulos consecutivos fora de casa, além de terem feito a estreia na maior cimeira olímpica, nos jogos que a cidade de Londres albergou.

Repensar o basquetebol é algo que se impõe no momento, para que a modalidade volte a trilhar a esfera das grandes conquistas. Na competição interna, pode-se por exemplo, mudar o figurino das provas provinciais e nacionais, com o fito de dar sempre o maior número de jogos as atletas, dado o número reduzido de equipas.

Para além disso, é imperioso maior aposta e investimento nos escalões de formação da modalidade, aumento do nível dos treinadores e alargamento da competição interna, assim como melhor aproveitamento das potenciais jogadoras, rodagem das equipas e selecções, entre outros aspectos que em local próprio devem ser equacionados ,na análise que vai ser necessário fazer.

O insucesso das equipas nacionais deve ser bem aprendido. Angola tem condições para voltar a subir ao pódio. Mas é preciso, que se lance mãos à obra, a começar pelos erros que ditaram a prestação das nossas equipas. Sem receios nem constrangimentos, o basquetebol angolano é uma modalidade ganhadora, com provas dadas, os maus resultados fazem parte de uma má etapa, que vai ser seguramente ultrapassada com serenidade.

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