Jornal dos Desportos

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Opinio

Resciso com Ferrn

13 de Outubro, 2013
Uma ligação que nada teve de gloriosa, até porque o treinador acabou por sair pela porta pequena, com resultados e exibições muito distante das aspirações dos angolanos que, por esta altura, esperavam ter a sua selecção no lote de equipas que, pela zona africana, vão disputar os play-off para decisão dos representantes do continente na cimeira do Brasil, no próximo ano.

A contestação a Ferrín teve como sustentabilidade os maus resultados e as más exibições dos Palancas Negras nas competições em que estiveram engajados. No CAN da África do Sul Angola ficou na primeira fase, num grupo em que tinha grandes possibilidades de chegar à fase seguinte, enquanto para o Mundial o conjunto nacional pontuou pouco, para além de ser incapaz de, na versão doméstica, mas sempre sob batuta do treinador, assegurar o apuramento para a fase final do CHAN.

Gustavo Ferrín viu o seu contrato rompido, numa altura em que Angola nada tem a defender em termos de competição, mas numa altura em que deve começar a preparar os próximos compromissos, concretamente o apuramento para o CAN do Marrocos.

Mas é bom que se diga que ao técnico não se devem imputar, na totalidade, todos os insucessos dos Palancas Negras. Primeiro de tudo, além de se pedir ao técnico um trabalho de renovação da selecção, não ficou claro o que a FAF queria do técnico nas eliminatórias para o Mundial e na presença no CAN.

A FAF deve, doravante, estabelecer metas com projectos exequíveis para que o sucessor de Ferrín se sinta confortável ao começar o seu trabalho com a selecção às escuras.

Ferrín errou muitas vezes, mais pelas opções que tomou, mas o certo é que até hoje não temos conhecimento de haver um projecto com etapas para o desenvolvimento do futebol nacional, além das condições que as selecções nacionais têm de ter sempre.

A era Ferrín na Selecção Nacional terminou e o organismo federativo enceta agora contactos para o seu substituto que deve ser indicado o mais cedo possível, porque os compromissos aí estão ao dobrar da esquina.

Do sucessor do treinador uruguaio espera-se mais colaboração com os agentes ligados ao futebol, treinadores nacionais e outros, dirigentes e até mesmo jornalistas, porque o desenvolvimento do futebol e a prestação dos Palancas Negras é assunto que interessa a toda a nação futebolística.

Fecha-se, pois, um capítulo na Selecção Nacional e o seguinte deve assentar em estruturas e ideias sólidas.

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