Jornal dos Desportos

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Opinio

Resgate da mstica

08 de Setembro, 2017
A Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol inicia hoje, diante do Mali, a disputa de mais um campeonato africano da modalidade. Ou se preferirem, a corrida à conquista do seu 13 título continental depois da desfeita da edição passada em que perdeu o título a favor da Nigéria. Poder-se-á dizer que Manuel Silva \"Gi\" e pupilos têm pela frente uma árdua missão.

Este campeonato, o primeiro que se disputa em dois países, poderá ser mais complexo e exigente, uma vez que o mesmo será lutar com dois anfitriões, Senegal e Tunísia, que por sinal integram o selecto grupo de selecções com maior potencial basquetebolístico a nível do continente africano.

À guisa de exemplo, a Tunísia depois do fracasso na edição anterior, em que foi organizador isolado, irá certamente procurar corrigir o erro, de modo a não voltar a fracassar, sob pena de ser catalogada como uma Selecção condenada ao fracasso. Afinal organizar duas vezes seguidas e sair derrotado nas duas é duro e penso. Mas, como Selecção mais titulada do continente africano, respeitado e temida por todos, Angola saberá certamente com que linhas se coser para sair desta da melhor maneira possível.

De resto, o trabalho desenvolvido no quadro do período de preparação visa fundamentalmente este objectivo. O importante será vincar a sua classe e mostrar que apesar do tropeço na edição passada não deixou de ser aquela equipa demolidora. Os resultados que obteve nos torneios em que tomou parte durante a fase preparatória, permitem-nos acreditar no seu potencial competitivo. Mais do que isso, narra a História que desde que Angola alcançou o seu primeiro título em 1989 até à conquista do 12 nunca tenha baqueado em duas edições consecutivas.

A vir a acontecer será sinal de um grave processo regressivo. Por tudo isso, temos fé que tudo há-de correr à contento, sendo uma questão de a equipa vincar a sua classe e a maturidade que se lhe reconhece para fazer uma prova sem constrangimentos, pese embora saibamos que as outras selecções de renome também estarão no Senegal e Tunísia com o mesmo propósito. Mas tudo passa pela luta, nada vem de mãos beijadas.

Vamos então fazer uma corrente de forças e augurar o melhor pelos nossos valentes rapazes, na esperança de vê-los dentro de duas semanas a regressarem à casa eufóricos e com a reluzente taça nas mãos, sendo este cenário que nos acostumaram aos longo de muitos anos e muitas edições. Boa sorte...

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