Jornal dos Desportos

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Opinio

Respeito pela Taa

15 de Junho, 2017
A Federação Angolana de Futebol acaba de sortear o calendário para a disputa da Taça de Angola, competição alargada a mais equipas em relação às formações que desfilam no Girabola, que é uma prova de âmbito mais restrito.

A Taça de Angola é uma competição nacional, pode chegar aos locais mais recônditos do país, o que desde já garante que adeptos de locais distantes possam, também em muitos casos saboreiem o futebol de primeira água, quando equipas do escalão principal para lá se deslocarem com as suas estrelas. Daí, a importância da Taça de Angola, prova que não pode ser vista como secundária. No aspecto desportivo, permite ao vencedor ser um dos representantes do país, em competições.

O Recreativo do Libolo que está a fazer uma boa figura na Taça da Confederação, participa na competição por causa da vitória na última edição da Taça, e do seu desempenho depende um aumento de equipas angolanas nas competições de clubes realizadas sob a égide do organismo que rege o futebol no continente. Os clubes devem encarar a prova com o máximo de seriedade, respeitar a sua grandeza de tudo o que ela encerra, e não ver a prova de soslaio, como se fossem obrigados a participar.

O país vive uma crise económica, com repercussões negativas também no desporto, com as agremiações desportivas a ressentirem-se do facto. Para as colectividades que vão estar engajadas no Girabola e na Taça, podem ter um grande peso, suportar financeiramente as duas competições, e por isso , deviam desde já definir prioridades que não criem transtornos de última hora com eventuais desistências.Os clubes deviam dizer agora, se estão ou não em condições de competir nas duas maiores provas do país, para evitar que o futebol nacional seja vulgarizado. As desistências na Taça acontecem com bastante frequência, o móbil é sempre o mesmo, falta de dinheiro para os clubes inscritos e sorteados pelo órgão reitor suportarem as despesas com o alojamento e transporte.

É evidente, que as desistências causam embaraços à Federação, como aos outros clubes participantes. À FAF, porque tem de reajustar calendários, e aos clubes porque estes gastam dinheiro e tempo na preparação dos seus jogadores para a disputa dos jogos previstos, além do desgaste emocional que a situação acarreta, dado que não é benéfico para o atleta treinar para um determinado encontro e ver os seus interesses gorados à última hora.
É preciso que haja mais respeito pela Taça de Angola, afinal, a competição devia ser verdadeiramente nacional.

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