Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ressaca do Girabola

10 de Novembro, 2017
Terminada a 38ª edição do campeonato nacional de futebol da primeira divisão, que consagrou o 1º de Agosto como campeão nacional, as equipas estarão remetidas ao balanço daquilo que foi a sua prestação competitiva e apurar se até que tempo cumpriram ou não com as metas estabelecidas. Para frente desenha-se um defeso de perto de três meses bem vindo para quem precisa de repouso, no caso os actores do próprio espectáculo futebolístico, e incómodo para o publico assistente.

Afinal será muito tempo com os campos despovoados, entregues à sua própria sorte, embora estejam as Ligas Europeias em marcha para preencher o espaço das emoções. Além de mais não é mesma coisa, sendo que estas provas acompanhamo-las pela TV ao passo que a doméstica é vista por muitos ao vivo, talvez perdendo apenas pela qualidade futebolística que, às vezes, deixa um pouco a desejar.

Mas falávamos do balanço a que as equipas estarão envolvidas. Certo que umas apuram um saldo positivo, outras nem tanto. Nesta ordem, melhor safra teve indubitavelmente o 1º de Agosto, que com um recital de futebol consegue erguer o troféu pela segunda vez consecutiva. Na verdade, o conjunto militar fez tudo mais alguma coisa para lograr o objectivo, pois foi, pelo menos na segunda volta, o mais regular.

Saldo positivo também teve o Petro de Luanda, não obstante ter fracassado na ponta final. Não se pode dizer que o tricolor tenha sido uma autêntica sombra de si mesmo, a não que queiramos tapar o sol com a peneira ou pura e simplesmente macular a verdade. O Petro foi uma senhora equipa, talvez a única que tirou sossego ao 1º de Agosto.

Portanto, não é pelo facto de não ter chegado ao objectivo que pode ser tomado como tendo sido irregular.

É certo que algo estranho ocorreu na equipa nos momentos mais decisivos, que acabou por ser fatal. Porém, escapa do nosso conhecimento, apenas a própria direcção do clube deve saber explicar com precisão. Foi pois anormal ver uma equipa candidata ao título a cair aos pés de adversários pequenos nos momentos decisivos.

Ao Recreativo do Libolo e Kabuscorp do Palanca podem estar já a pesar as consequências da crise económica que o país vive, o que é compreensível sendo ambos emblemas que sobrevivem à custa de capital privado. De resto, não se viu destas equipas o mesmo fôlego das edições anteriores, a do Palanca então pior. Certamente para estas o balanço não é positivo.

Ao meio da classificação ficaram outras que não se tendo identificado como candidatas, certamente estarão com a consciência de terem cumprido com as metas estabelecidas, já que para estas o importante era melhorar classificativamente. Umas conseguiram a cem por cento outras nem tanto, mas satisfeitas com o desfecho.

Ruim, será o balanço daqueles que se viram despromovidos para a segunda divisão. Progresso da Lunda Sul, ASA e Santa Rita de Cássia não têm motivos para sorrir, pois para estas as coisas não correram á contento, e o Girabola\'2017 será, na certa, algo para esquecer...

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