Jornal dos Desportos

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Opinio

Retrocesso no feminino

28 de Abril, 2016
O basquetebol feminino no país não está bem de saúde, a fazer fé no número reduzido de equipas inscritas, para o campeonato nacional.

Para a prova marcada para Junho, em Luanda, estão até ao momento inscritas quatro formações, três de Luanda, 1º de Agosto, campeão nacional em título, Grupo Desportivo Interclube, Grupo Desportivo O Maculusso e o Inter de Benguela.

Um número pouco significativo se tivermos em conta que o país detém dois títulos continentais e desfilou nos Jogos Olímpicos em representação do continente africano, o que à partida, devia incentivar a juventude à prática da modalidade, assim como levar outras agremiações desportivas a congregar no seu seio o basquetebol feminino.

Angola teve várias equipas e houve um período em que os "Nacionais" tinham mais concorrência e rivalidades entre algumas equipas participantes, que arrastavam para os recintos de jogos um número considerável de assistentes.

Nós últimos anos, os campeonatos seniores feminino eram disputados, por norma, por seis formações, número que desceu para quatro com as formações do Bié e da Huíla a ficarem de fora.

A crise económica que assola o país pode ser considerada como um dos factores que levou a desistência as equipas deste "Nacional", porque os clubes foram também atingidos sem possibilidades de suportarem a participação numa prova nacional com os encargos daí decorrentes, com despesas de alojamento e deslocação que encareceram e que levam os dirigentes desportivos a pensarem duas vezes, antes de colocar os seus atletas a competir fora dos locais em que residem.

A área técnica da Federação arranjou alternativa para contornar a falta de equipas no campeonato nacional com um novo modelo de disputa, com a prova a ser disputada em duas fases, uma regular e outra final, mas é dado adquirido que a bola ao cesto feminina corre o risco de perder ainda mais aderentes e praticantes.

Um "Nacional" com um número reduzido de equipas, como tudo indica, vai acontecer entre os meses de Junho e Julho na capital do país, dificilmente pode ter condições para prender amantes da modalidade, mesmo com um modelo de organização em que as equipas possam disputar o maior número de partidas.

As últimas conquistas da Selecção Nacional indiciavam uma outra aposta dos clubes e de outros organismos no basquetebol feminino, os títulos continentais tinham o condão de servir de trampolim para o seu relançamento, mas pesarosamente tudo voltou à primeira forma, há até diminuição de equipas na maior prova nacional de basquetebol feminino, que decididamente indicia um retrocesso em termos de afirmação do escalão.

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