Jornal dos Desportos

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Opinio

Revalidao na mira

25 de Setembro, 2015
A Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol iniciou ontem a sua participação no Afrobasket que se disputa nos Camarões até quatro de Outubro próximo. As pupilas de Jaime Covilhã apresentam-se nesta competição como a principal candidata em face de ostentarem as faixas de campeãs africanas.

Mas para manterem este estatuto que carregam há já duas edições (2011 e 2013) após triunfarem no Mali e em Moçambique, as nossas compatriotas terão de remover vários obstáculos que se lhes vão apresentar durante a caminhada em Yaoundé.

O seleccionador nacional já disse que além de Angola são igualmente candidatas ao título mais cinco selecções, com forte potencial competitivo, nomeadamente Senegal, Moçambique, Nigéria, Mali e Camarões. Ou seja, são estas as principais adversárias do país nesta prova e ontem tivemos já o ensejo de defrontar uma delas, o Senegal, nesta primeira fase.

O "cinco" nacional que recentemente esteve a participar nos Jogos Africanos do Congo Brazzaville, onde conquistou a medalha de bronze ao quedar-se na terceira posição, teve a oportunidade de observar alguns destes adversários e certamente a equipa técnica teve a oportunidade de fazer as devidas observações para evitar surpresas que possam precludir o grande objectivo.

Aliás, Angola aproveitou as olimpíadas africanas para fazer uma espécie de balão de ensaio para este Afrobasket. Apesar de terem falhado o objectivo naquela prova,as angolanas não baixaram a cabeça e continuam crentes que é possível revalidar o título em Yaoundé, até porque as competições são completamente diferentes. Embora fosse pretensão superar, em Brazzaville, o segundo lugar da última edição dos Jogos, o terceiro lugar alcançado não abalou a estrutura emocional do grupo.

Pelo contrário, o falhanço daquela pretensão eleva agora as responsabilidades da equipa técnica e das jogadoras de tudo fazerem para não defraudarem as suas próprias expectativas e as dos amantes da modalidade, que depositam toda a confiança no potencial das nossas compatriotas.

Gorada a possibilidade de fazerem a dobradinha, ou seja, conquistar primeiro os Jogos Africanos para depois juntarem eventualmente o Afrobasket, resta-lhes darem o melhor de si para que o título africano conquistado há dois anos em Maputo seja de novo uma realidade. É a única alternativa que sobra as campeãs africanas para poderem também sonhar com a presença nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

De resto, com o início das hostilidades, é altura apenas de fazermos uma corrente de fé em prol da nossa selecção e esperar que tudo corra a contento para que no final possamos, uma vez mais, fazer a festa da consagração.

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