Jornal dos Desportos

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Opinião

Rever os esquemas

12 de Setembro, 2017
A Selecção de basquetebol sénior masculina já respira ares de Tunis, localidade onde vai disputar a última fase do campeonato africano da modalidade, que nesta sua XXIV edição é co-organizado pelo Senegal e Tunísia. Esperamos, que depois de três jogos sucessivos, que compreenderam a fase de grupos, a equipa repense o seu jogo, reveja estratégias, e encare o resto do torneio com mais dose de confiança.

A primeira fase, não foi nada boa. Esteve, diga-se em abono da verdade, muito longe do que a equipa nos acostumou, ao longo de muitos anos e edições. Angola esteve simplesmente irreconhecível, desenquadrada em todos aspectos, a denotar falta de eficácia e de arcaboiço, que permitisse encarar os jogos com mais seriedade. Em muitas ocasiões, esteve à beira da falência.

O jogo inaugural, diante do Uganda, é mesmo para esquecer. Vimos uma equipa, que não justificou o estatuto que ostenta, na praça do basquetebol africano. Foi dominada ao longo de todos os quartos, chegou inclusive a perder por 21 pontos de diferença, e diga-se, faltou à selecção ugandesa experiência para segurar o resultado. Foi por uma unha, que se conseguiu o \"volte-face\".

Seguiu-se o jogo com o Marrocos, em que reapareceu, com um pouco mais de criatividade. Vai-se lá saber, se o adversário é quem esteve pior, ou coisa parecida. Pelo menos conseguiu uma vitória, que ajudou na renovação de esperanças. Com a República Centro Africana era o tudo ou nada. A selecção estava proibida de errar.

Agora, vai começar a fase dolorosa. Onde as equipas não se devem revelar permissivas, porque uma derrota dita a sentença. Por tudo isso, fazemos apelo que a equipa encare esta fase com outra postura, com outra determinação. Afinal aqui começa o cruzamento de equipas mais fortes e todas elas candidatas assumidas ao título.

O que nos foi dado ver, na fase de grupos, limita um pouco às nossas expectativas, pois, é opinião consensual de que a selecção nunca entrou para um campeonato africano, de forma tão desastrada como o fez, na presente edição. Além do mais, o seu jogo não tem um fio padronizado, peca em muitos aspectos, tanto no ataque como na defesa.

A continuar como esteve em Dakar, podem estar criadas as condições para o fracasso, que a acontecer mais não será, que a confirmação de um novo ciclo do nosso basquetebol, depois de um longo reinado em que levou o continente rendido aos seus pés. Porque, desde 1989, altura em que Angola conquistou o primeiro título africano, que não falha em duas edições consecutivas. Caso aconteça, será realmente caso para acreditar, na mudança dos tempos.

Contudo, era bom, que a Tunísia que viu Angola perder o título a favor da Nigéria, pudesse também assistir ao resgate do mesmo. Não é algo que esteja fora de hipóteses, a jogar como jogamos, surgem motivos para colocar reticências. Em todo o caso, vamos acreditar no processo de crescimento de jogo para jogo. Pode ser que a gente chegue lá. lá...

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