Jornal dos Desportos

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Opinio

Rio Seco pode transbordar

29 de Outubro, 2016
A incerteza em relação ao novo campeão nacional que vai substituir o Recreativo do Libolo, prestes a entregar o ceptro, pode terminar hoje, após o desfecho dos jogos em que estão envolvidas as duas equipas que ainda podem chegar ao lugar mais alto do pódio, 1º de Agosto e Petro de Luanda.

Para que tal aconteça não é necessário recorrer-se a muita matemáticas, bastando para tal que o 1º de Agosto confirme o favoritismo que leva em relação ao ASA, uma das equipas em situação incómoda no funda da tabela de classificação, e que o Petro de Luanda perca pontos no desafio que disputa com o Benfica de Luanda.

É que com esse cenário, os militares aumentariam para quatro ou seis a vantagem de pontos sobre os petrolíferos e entrariam para o último jogo do campeonato apenas para cumprir calendário, já na qualidade de campeão.

Contudo, as projecções são muito diferentes da realidade. Um 1º de Agosto a ostentar o título já nesta jornada seria o coroar de uma grande campanha da equipa nesta temporada, sem dúvida a que melhor fez desde o seu arranque para merecer o troféu, daria motivos aos seus adeptos para festejar a grande e com toda justeza a conquista, após os longos anos de jejum mas, por outro lado, em termos de espectáculo, retiraria todo interesse no grande dérbi do país na última jornada, dado que o 1º de Agosto só iria no jogo com o Petro confirmar que foi a melhor equipa da época.

A jornada de hoje tem outros atractivos, concretamente no outro extremo da classificação, em que treinadores fazem contas e inventam cenários para fugir à despromoção, casos da Académica que a confirmar-se a sua descida irá privar a província de Benguela de futebol de primeira água no próximo ano, sem nenhum representante no Girabola, do ASA que também não tem a sua vida definida, do Desportivo da Huíla que precisa de dar o suspiro de alívio e do 4 de Abril que além de debater-se com o cenário de despromoção tem de resolver problemas pontuais com os seus jogadores, e o técnico João Machado bem como as populações do Cuando Cubango não mereciam, de facto, estar a viver este calvário, tal foi o trabalho e entrega do treinador, bem como dos seus jogadores, e o carinho e apoio das populações locais que sempre acreditaram na sua equipa.

Esta tarde saberemos, pois, se já temos campeão, com o Rio Seco a transbordar de alegria por uma conquista épica, e a terceira equipa despromovida, que vai chorar desilusões na Segundona, ou se, pelo contrário, teremos o adiamento das decisões para mais uma semana, em que vai se dormir e acordar a falar de futebol, à espera do jogo do título.

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