Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Safra nas Afrotaas

16 de Setembro, 2019
As duas equipas angolanas envolvidas na competição africana de clubes, nomeadamente 1º de Agosto e Petro de Luanda, tiveram sorte diferente na primeira-mão da última eliminatória de cesso à fase de grupos. Ainda assim, não há motivos para se alarmar, porque os próximos e derradeiros 90 minutos, podem terminar de forma favorável.
Seja como for, é importante salientar que, contrariamente ao campeão nacional, o Petro tem uma missão mais difícil, já para não dizer complexa. Pois, nos jogos a eliminar não tirar maior proveito em casa é estreitar o caminho para o sucesso, sendo que jogos decisivos em terreno do adversário são, quase sempre, difíceis.
Portanto, o tricolor precisa de trabalhar mais em relação ao rubro-negro, a ver se consegue dar a volta por cima, quando dentro de poucos dias se deslocar a Kampala, para jogar o tudo ou o nada. Mas, o facto de o adversário não ter marcado em Luanda, deixa no ar alguma esperança na qualificação, bastando, para o efeito, corrigir os erros cometidos no jogo do 11 de Novembro.
Aliás, quando no começo fizemos apelo para não ao alarmismo, claro está, era ao Petro que nos referíamos, como equipa que não se saiu bem no primeiro jogo da eliminatória, que define quem deve ou não avançar para a fase de grupos. Com a experiência competitiva que reúne, saberá, certamente, a equipa como sair desta enrascada.
Quanto ao campeão nacional soube fazer o que lhe competia. Foi a casa do Green Eagles mostrar a sua competência competitiva. Quase que resolveu a eliminatória em terreno alheio. Ajuda os zambianos a acreditar ainda na outra fase, a magra vantagem no resultado, embora este acabe sempre por dar maior dose de favoritismo à turma militar, que tem o mérito de decidir as coisas nos seus domínios.
Mas o desejo era que as duas equipas pudessem continuar em prova, quanto mais não seja uma forma de mostrar os níveis de crescimento competitivo, que o nosso futebol vai conhecendo, depois de uma fase, embora curta, menos boa, em que as nossas equipas não conseguiam atingir posições mais honrosas nas Afrotaças.
Pensamos que, apesar de tudo, podemos continuar a acalentar a esperança de ver os dois representantes do nosso país na fase de grupos. Não estão na mesma condição como foi, por exemplo, na primeira-mão da eliminatória passada. Mas com crença, força e determinação mesmo quem está em posição tremelica, pode superar o enguiço.

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