Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Safra positiva

29 de Agosto, 2019
O futebol angolano, a nível de clubes, teve no passado final uma excelente safra com o desempenho positivo das formações do 1º de Agosto e do Petro de Luanda nas competições africanas. O primeiro superou o KMKM de Zanzibar e o segundo o Matlama do Lesotho , com uma curiosa coincidência nos resultados, quer os da primeira-mão, quer os da segunda.
Trata-se de um passo virtuoso, que engrandece o prestígio do futebol nacional, que depois de uma fase, não muito bem sucedida, começa a dar sinais positivos da sua revitalização. Pois, o país ficou um tempo fora do chamado G-12, fazendo-se representar em provas africanas de clubes com apenas duas equipas, nomeadamente o campeão e o vencedor da Taça de Angola.
Muito à custa do excelente desempenho do 1º de Agosto, o ano passado, na Liga dos Campeões, foi possível Angola reaver o direito de participar em provas continentais com mais de duas formações, triunfo que todos amantes do futebol saudaram com vivacidade. Logo, há toda a necessidade de mostrar ao continente africano, que a brilhante prestação da turma militar não foi obra de mero acaso.
Com a prestação assinalada até pelo menos aqui, as nossas equipas acabam por dar evidências, de que têm vindo a trabalhar seriamente na recuperação dos níveis já ostentados num passado recente. Os adversários que, por capricho do sorteio, cruzam com os angolanos, estão na contingência de reconhecer, que têm pela frente espinhosa missão e não obra fácil.
De resto, é isto que engrandece o futebol e coloca o nome do país num patamar mais elevado. Não é salutar, quando os adversários festejam depois de tomarem conhecimento que o adversário a defrontar é presa fácil. Devem sim é se sentir preocupados e reticentes, quanto à possibilidade de passarem por nós. É este estatuto que urge conquistar. E mais: em regra quando um país tem clubes fortes também tem uma selecção capaz.
Dado este passo, resta esperar que na eliminatória a seguir, por sinal a que antecede a fase de grupos, tenham as equipas a mesma determinação evidenciada até aqui, e consigam lograr os seus objectivos que, como se sabe, radicam na necessidade de chegar à etapa, que não só eleva o seu prestígio, como também é financeiramente mais interessante, em função das somas que se podem amealhar em caso de um bom desempenho.
Portanto, não há nenhum exagero concluir que, futebolisticamente falando, os “colossos” do nosso futebol seguem bem nas Afrotaças. Vamos fazer fé que mantenham o mesmo ritmo competitivo, a mesma determinação e consigam ir mais além na competição.

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