Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Salv campeo!...

05 de Fevereiro, 2018
Marrocos sagrou-se campeão do Chan depois da vitória na final de ontem no Mihammed V sobre a Nigéria. O triunfo dos Leões do Atlas representou apenas a confirmação de uma hegemonia evidenciada ao longo do torneio, em que foi claramente superior aos adversários que lhe cruzaram o caminho.
Na verdade, a selecção marroquina deu mostras da sua determinação à conquista do título logo à partida. No Grupo A, da primeira fase, foi superior em todos aspectos, tendo inclusive se dado ao luxo de lograr a passagem aos quartos-de-final ainda na segunda jornada, seguindo para a terceira já tranquila, sendo talvez por isso que tenha afrouxado a velocidade, e empatado(0-0) com o Sudão.
Nos quartos-de-final continuou demolidora, batendo sem apelo nem agravo a Namíbia. Estava terminada a consumar o seu objectivo, que consistia em fazer todo o campeonato na cidade de Casablanca e no Estádio Mohammed V. Nas meias-finais encontrou algumas dificuldades diante da Líbia, mas ainda assim saiu vitorioso.
Se é verdade, como se apregoa por aí, que determinados países negligenciaram a competição, enviando nela equipas de plano B, Marrocos não embalou na mesma linha de acção. Entrou para a competição com objectivo claramente definido e ao longo da disputa demonstrou garra e vontade de vencer. Foi, realmente, das equipas que souberam valorizar o torneio.
Aliás, de outra forma não podia ser. Como anfitrião tinha esta obrigação. Primeiro, precisava rodar o plantel para os compromissos que vêm pela frente, sendo o mais importante a participação no Campeonato do Mundo que se disputa entre os meses de Junho e Julho na Rússia, segundo precisa cumprir com a máxima segundo a qual quem organiza fá-lo para ganhar.
Em todo caso, não se deve tirar mérito à Nigéria, um outro mundialista, que acabou por ser um digno vencido. As \"Águias Verdes\" também se esmeraram na prova e mostraram por que razão são das melhores seleções africanas no ranking da Fifa, em que ocupam actualmente a 51 posição. Durante a prova bateram-se com galhardia, apesar do susto que levaram nos quartos-de-final com Angola.
A elas o título também não estaria mal entregue. Mas passa-se que no jogo de ontem a estrelinha da sorte brilhou para a selecção caseira. Mas ainda assim, deixam a prova de cabeça erguida, sendo que não é com uma cantiga que se chega à final de uma competição de tamanha grandeza, em que existiram outros candidatos ao título.Na próxima edição as coisas podem ser melhores para a Nigéria e para as outras selecções que viram os objectivos escapar. Mas por ora a festa é do Marrocos, que acaba de se sagrar campeão com algum mérito e com alguma justiça.

Últimas Opinies

  • 20 de Janeiro, 2020

    Deixem a Marximina regressar

    Olhei para o tempo que já passou desde a suspensão da árbitra Marximina Bernardo, acabou penalizada pela Federação Angolana de Futebol (FAF), sobretudo porque, em minha opinião, este órgão hesita em não condescender exagerada decisão que então tomou, quando para “homens do apito” as punições quase que sabem a flores.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    O orçamento não varia muito dos anos anteriores. Podemos dizer que é ligeiramente superior a dois milhões de dólares por ano. Este é o valor que temos consagrado para o Sagrada Esperança.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Regatas para Tquio

    Marcado por aceso despique, o Campeonato Africano de Vela nas classes 420 e 470, realizado de 13 a 18 do corrente mês na Contra-Costa da Ilha do Cabo, em Luanda, confirmou mais uma qualificação de Angola à maior montra desportiva do globo.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Welwitschias voltam a dar o ar da sua graa

    Depois da “travessia do deserto” por que passou nos últimos tempos, obrigando a ficar inactiva, a Selecção Nacional de Futebol feminina pode testemunhar um novo ciclo no ano que dá ainda os seus primeiros passos.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Futebol feminino busca resgate da mstica

    Já houve tempos que o futebol feminino era de facto uma festa cá entre nós, pois inflamava paixões e, de facto arrastava multidões.

    Ler mais »

Ver todas »