Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Salv Libolo!...

12 de Novembro, 2016
A vitória, ontem, na final da Taça de Angola pelo Recreativo do Libolo vem premiar todo um esforço conjugado ao longo da época futebolística que terminou. Com objectivos claramente definidos no campeonato nacional da primeira divisão, os homens do Cuanza Sul não foram bem sucedidos e tiveram no fim que se contentar com a terceira posição classificativa, muito aquém das suas previsões.

Entretanto, para a Taça de Angola tiveram outra sorte, tendo conseguido galgar degraus até chegar à final da prova. Dai que o fracasso, se é que assim se possa considerar, no Girabola Zap não representou o fim de tudo. Sabia o grupo de trabalho que ainda tinha em vista uma possibilidade de salvar a época.

Por tudo isso, não regateou esforços nos últimos dias. Trabalhou com toda entrega e determinação, em busca de nível que lhe permitisse encarar o adversário com maior sentido de responsabilidade e maior preparo. Conseguiu-no, e salvou a época, sendo assim o segundo representante do país nas competições africanas de clubes em 2017.

Em síntese, a sua vitória não deve ser objecto de nenhuma contestação, sendo apenas reflexo de uma lição suficientemente absorvida por uma equipa adulta, que sabe o que deve fazer em termos de investimento para lograr o seu objectivo. O Libolo fez isso, numa espécie de passar a mensagem de que apesar de um mau desfecho no Girabola Zap não atingiu o défice de argumentos competitivos. Mérito também deve ser atribuído ao Progresso do Sambizanga, que acabou por ser um senhor adversário, pela entrega demonstrada, pela luta que soube dar. Porque também e com justa razão acreditou na vitória. Pena é que não podiam ganhar as duas equipas a ganhou aquela que se revelou mais adulta, mais astuta, mais batalhadora.

Depois disto, o resto é traçar plano de trabalho para uma condigna presença nas competições africanas de clubes, onde, espera a sua massa associativa, venha ter um desempenho ao nível daquilo que os acostumou ao longo dos anos em que tem andado pelo continente espalhar a suavidade do perfume da sua classe e maturidade competitiva. Sabemos que o sonho principal do Libolo era o título. Mas a taça acaba por ser um bálsamo.

Aliás, quando não se atingem os objectivos não se pode cair em lamúrias. Há sempre que levantar e tocar a vida para frente. O próximo ano haverá outra edição do Girabola Zap, e o que não foi possível alcançar agora, pode ser possível pela próxima. O resto, é trabalhar para o efeito, estamos certos que isto já anda nos planos da direcção, para que em 2017 a safra seja melhor.

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