Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Salv Sagrada

20 de Abril, 2016
O Sagrada Esperança da Lunda Norte tem sabido vincar o seu brilho na competição africana de clubes em que está inserido. Os lundas lograram ultrapassar mais uma eliminatória ao vencer ontem, em casa, por 2-0, o Vita Club Mokonda de Brazaville em jogo que contou para a segunda-mão da penúltima eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação.

Depois da vitória 2-1 antes em casa do adversário tudo apontava para uma qualificação do representante angolano, embora no futebol as vitórias só devem ser cantadas no fim. Na verdade, se o triunfo de Brazaville deixou para uns alguma dúvida quanto à capacidade competitiva da formação diamantífera, ontem, no Dundo, tratou-se de se desfazer o equívoco.

Neste altura os angolanos que se expressam na linguagem do futebol têm motivos de sobra para esfregarem as mãos de contentes, sejam eles adeptos ou não do Sagrada Esperança, porque o futebol angolano vê-se à beira da fase de grupos de uma competição africana de clubes, algo que vinha a escapar há algum par de anos.

Diga-se, em abono da verdade, o Sagrada esperança tem vindo a fazer um torneio a todos os títulos excepcional, primando por um certo calculismo não muito comum nas equipas angolanas. Na eliminatória que ontem encerrou, com êxito, voltou a evidenciar a mesma postura que teve antes com o Ajax de Cape Town e com a Liga Desportiva de Moçambique.
Já são três adversários que ficaram arrumados pelo caminho, não sendo esta obra para qualquer equipa. Trata-se de um feito só ao alcance de equipas astutas, com pensamento maduro, que apostam forte nos seus objectivos. É aqui neste particular onde reside o segredo do sucesso da formação lunda, que palmo a palmo vai conquistando um espaço privilegiado no panorama futebolístico africano.

Aliás, como substituto na competição, de uma equipa que renunciou a participação por limitações financeiras, no caso o Bravos do Maquis, o Sagrada não faz senão justificar a razão porque foi escolhido para este compromisso, ainda que saibamos que na condição de finalista vencido da Taça de Angola a ele cabia a oportunidade em primeira instância.
Pensamos que com este passo está de parabéns a direcção do clube, equipa técnica, atletas, assim como aqueles que de forma directa ou indirecta prestam apoio ao clube da Lunda Norte. O resto agora é não adormecer à sombra dos louros conquistados, mas apostar mais e mais, porque a equipa mostrou ter arcaboiço para ambicionar voos mais altos na competição.

A fase de grupos já cheira, sendo uma questão de a equipa aprimorar a preparação para este compromisso, para esta etapa da prova, que afinal é a mais decisiva. Quem chegou até aqui não pode fracassar à beira da meta. A direcção deve investir e apostar forte na presença da equipa na fase de grupos. É possível chegar-se lá...

É certo que depois de terem atingido esta fase da prova os jogadores estejammoralizados, factor que pode jogar papel determinante na sua forma de encarar o resto do torneio. Sabe-se que para frente seguem equipas fortes, sendo bem provável que na próxima eliminatória venha sair da cartola um peixe graúdo.

Mas, é preciso que equipa técnica e atletas interiorizem o conceito de que também eles não são uma equipa pequena. Só o facto de terem chegado à última eleminatória por A+B que são uma equipa com arcaboiço e argumentos técnicos suficientes para ombrear em igualdade de circunstâncias com qualquer adversário que seja determinado pelo capricho do sorteio.

Mais do que isso, consideramos ser desnecessário dar lições a uma equipa que final sabe de cor e salteado como se impor na competição e que argumentos deve utilizar para atingir os seus objectivos. No caminho percorrido até chegar onde chegou, deixou o Sagrada Esperança as marcas da sua maturidade e da sua ambição competitiva.

Por isso, o segredo do sucesso reside única e simplesmente no desenvolvimnto de um aturado trabalho de preparação nos próximos dias, visando a eliminatória. Claro está que de permeio estarão outros compromissos, como o campeonato nacional da primeira divisão e a Taça de Angola, esperando-se que a direcção saiba separar as coisas, de modo a que um compromisso não atrapalhe outro.

Sabemos que há da parte da equipa igualmente uma aposta forte na competição interna. Mas com uma política de gestão das coisas bem traçada pode se colher êxi to quer numa, quer noutra. Desde já a presença na fase de gruposda Taça da Confederação deve ser uma prioridade.

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