Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

So Silvestre

14 de Dezembro, 2014
O presidente da Federação de atletismo, Carlos Rosa e sua equipa, trabalham de mangas arregaçadas e na sequência do exercício têm feito o ponto de situação dos preparativos da prova à Comunicação Social. Pelo menos, até aqui, tudo indica que não há contratempos de maior.

Neste particular, o dirigente máximo da Federação Angolana de Atletismo fez no decurso da semana uma panorâmica do estado do percurso da prova, apontou alguns pequenos problemas existentes, assim como as soluções para que os mesmos possam ser ultrapassados. Os problemas focados têm a ver com o estado do pavimento e da iluminação, em alguns troços.

Isto, por si só, demonstra o rigor a cada ano que os dirigentes da Federação tentam implementar, para elevar o nível de organização da prova que vai ganhando também um grande prestígio internacional, alargando-se com isso as hipóteses de fazer parte do calendário da federação internacional (IAAF), como é pretensão do elenco presidido por Carlos Rosa.

Nesta altura, a Federação continua a atender os pedidos de inscrição de corredores populares, que devem estender-se até ao próximo dia 27 e cuida igualmente do expediente de emissão de vistos de entrada para os corredores estrangeiros, que anualmente procuraram dar outro impulso competitivo ao certame.

A organização para já recebeu vários pedidos de inscrição de atletas estrangeiros, maioritariamente de nacionalidade etíope e queniana, além de eritreus e atletas de outros países “habitués” da corrida de fim de ano, no nosso país, adivinha-se por tudo isso, um grande despique entre os corredores dos países do Corno de África que são os grandes “papões” da modalidade e vencedores das últimas edições.

Pensamos que desta vez, é objectivo da organização da prova chegar à excelência, apesar de reconhecer que os homens são por natureza falíveis e por via disso, nem sempre atingem a perfeição. Mas a lógica das coisas diz, que tudo passa pelo conceito de fazer bem o trabalho de casa. E pensamos que esse, pelo menos até aqui, está a ser bem feito.

Ainda falando em termos de competição, esperemos que na edição deste ano a participação angolana seja mais ousada, embora devamos ter a coerência de reconhecer que os nossos corredores ainda não estão em condições de disputar o pódio com as mais velozes “lebres” etíopes, quenianas e eritreias. Mas devemos dar fé ao trabalho de formação em curso para que num futuro breve possa lançar para a ribalta atletas nacionais em condições de enfrentar a “armada” estrangeira.

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