Jornal dos Desportos

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16 de Setembro, 2017
O país foi abalado na passada quinta-feira pela eliminação da Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol, ao perder com o Senegal nos quartos de final. A espera dos angolanos pelo jogo quase num ápice tornou-se pesadelo pois, Angola acabava de obter a pior classificação de sempre nos últimos trinta anos, diante de um adversário que nem por isso fez um jogo esplêndido, mas que jogou o suficiente para justificar o triunfo.

O desaire de Angola neste Afrobasket enquadra-se dentro da perda da hegemonia que o basquetebol angolano registou nos últimos tempos, e que acentuou-se a partir do último campeonato da Tunísia que consagrou a Nigéria como campeã africana. Neste campeonato, algumas questões jogaram para o descalabro do conjunto angolano, como a indecisão que se arrastou em relação à indicação do seleccionador nacional as situações que ocorreram pouco depois, bem como a má preparação a que o conjunto foi sujeito, isso mesmo referido pelo antigo seleccionador Mário Palma, que hoje assume a Tunísia com o fito de garantir o título, quando referiu que “uma selecção não pode ficar muito tempo sem jogar antes de vir disputar uma prova desta.

Angola não estava em forma suficiente para disputar o africano e ressentiu logo na primeira jornada diante do Uganda. Quando fiquei a saber da preparação percebi logo que não teriam hipóteses de discutir o troféu”. Urge agora repensar o basquetebol a partir da sua organização. Alguns dos integrantes do \"cinco\" nacional que estiveram na competição, devem ter disputado o seu último Afrobasket, casos de Eduardo Mingas e Roger Moore, e podem mesmo estar prestes a terminar o seu ciclo ao serviço Selecção Nacional.

O facto de saírem pela porta pequena com este redondo fracasso não invalidade, de modo algum, o tempo glórias e conquistas que tiveram ao serviço do país, com vários títulos continentais conquistado e participações internacionais de registo em Jogos Olímpicos e Campeonatos do Mundo.

O próximo compromisso de Angola são os jogos referentes à qualificação ao Campeonato do Mundo que, com novos moldes de disputa, tem a capital angolana como um dos palcos já em Novembro, para uma das séries. Tirar as devidas lições deste fracasso no Afrobasket é urgente para que os mesmos erros não se cometam na qualificação ao Mundial.

O ego dos angolanos foi beliscado, mas nunca se deve perder a confiança nas potencialidades que temos, sem, contudo, adormecer-se no facto de sermos a selecção africana mais titulada e pensar que tudo está ganho, mesmo antes das competições serem disputadas.
Foi assim que perdemos o título em Antananarivo, foi assim que a Nigéria destronou o conjunto nacional e foi assim. também, que sentimos o amargo do fracasso neste Afrobasket que hoje conhece o campeão.

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