Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Segundona ao rubro

07 de Setembro, 2016
Competição significa envolvimento de diferentes concorrentes na disputa de um único objectivo. Competição ganha sentido real quando se verifica alguma correlação de forças entre os intervenientes. Porém, se impera o domínio absoluto de um sobre os demais, sai beliscado o seu espírito. Em muitos torneios, acontece por vezes esta particularidade da competitividade resumir-se a dois, quando não é um a ditar as regras.

O que se está a passar no campeonato nacional da segunda divisão, que tem por finalidade apurar as três formações para o Girabola do próximo ano, é realmente uma competitividade de tirar o chapéu. Trava-se nas duas sérias do torneio, renhida disputa pelas vagas de acesso, ao escalão maior do futebol nacional.

Com o torneio a fazer a curva derradeira, tudo se mantém numa absoluta indefinição, estão todas as decisões adiadas para a última jornada. É claro que existem equipas que se apresentam em melhores condições em relação a outras, não deixa de ser uma vantagem, longe de conferir tranquilidade. A insegurança de soçobrar no fim, ainda faz morada aqui e ali.

Trata-se de facto de uma situação que deve ser enaltecida. Reitere-se, o campeonato nacional da segunda divisão está a ser marcado por uma disputa sem quartel, é pena que desenrole longe dos holofotes. Ou seja, com o Girabola e agora também com as Ligas europeias em marcha, poucos são os que desviam um pouco a atenção, para o futebol que se desenrola nos tapetes da segunda divisão.

O começo de uma prova, nem sempre é atractivo, é normal que os aficionados pouco se interessassem por ela. Entretanto, certo é que as coisas assumiram contornos expectantes, que convidam a não perder os instantes finais de uma competição, que embora não seja tão considerada, afinal tem também o seu quê de interesse.

Até ao desfecho dos derradeiros 90 minutos, muito ainda pode acontecer. As surpresas tanto podem ser agradáveis como desagradáveis. Afinal, para além do Bravos do Maquis, Sporting de Cabinda e Domant FC de Bula Atumba, cujo objectivo é o regresso à fina-flor do futebol nacional, onde já tiveram passagem de alguma forma ou de outra assinalável, estão outras equipas com ousadia e ambição.

Aliás, se no Grupo A, o Domant FC tem a forte rivalidade das formações do Santa Rita FC de Cássia e do Sporting de Cabinda, no Grupo B, o FC Bravos do Máquis não respira ar puro devido a oposição que faz a formação do GD Casa Militar do Cuando Cubango, com quem vai medir forças na última jornada.

Em resumo, poder-se-á dizer que as coisas não estão fáceis para as equipas que querem estar presentes na próxima edição do campeonato nacional da primeira divisão. As equipas vão ter de fazer das tripas coração para lograrem os seus objectivos. À partida, a empreitada não está fácil.

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