Jornal dos Desportos

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Opinio

Segundona em aco

24 de Junho, 2016
A segunda divisão arranca domingo e o clima na fase de apuramento ao próximo Girabola não é nada animador, com algumas províncias sem representantes por falta de dinheiro, como é caso de Luanda e da Huíla.

A partir de domingo começa a disputa pelo Girabola do próximo ano, quando for dado o arranque da segundona que nesta edição tem onze equipas inscritas, e em que a ausência de equipas de Luanda por problemas financeiros da Escola Norberto Castro, que até a edição passada se fazia presente, e do Polivalentes do Palanca que decidiu apostar mais nos escalões de formação, em detrimento dos seniores é uma das notas de realce.

O afastamento dos luandenses tira, certamente, competitividade à competição, dada a maior rodagem das equipas locais, mas possibilita, num outro ângulo, que as outras equipas que compõem a séria A, das províncias do Norte e Centro-norte do país, nomeadamente Cabinda, Uíge, Bengo e Malange, possam ter mais possibilidades de ascender ao Girabola, além dos conjuntos do Cuanza Norte e do Zaire, que, entretanto, podem ter a sua presença em risco, dado que as respectivas associações provinciais nada adiantaram a respeito dos seus filiados, cuja ausência, a confirmar-se, será motivada, também, por problemas financeiros.

O Domant, por exemplo, é uma formação que deu ao Bengo uma participação inédita na maior competição do país, embora efémera na temporada passada, pois a equipa subiu de divisão e de seguida desceu, mas tem condições para poder regressar, quando, ademais, não tem a concorrência de nenhuma equipa da capital do país.

A carência de dinheiro é um mal geral que complica a vida de todos. No grupo B, sem os huilanos, as equipas de Benguela, Cuanza Sul, Huambo e Cuando Cubango estão perfiladas para o desafio que têm de lutar por um lugar no próximo campeonato nacional da primeira divisão. O Namibe e o Cunene são províncias que fazem parte da série B, mas que não têm representantes, por não terem sido indicados até a data prevista pela Federação Angolana de Futebol.
Em função da falta de capacidade financeira, a Federação foi forçada a abolir a terceira série, que devia ser formada pelos representantes das províncias das Lundas Norte e Sul, Moxico, Bié, Malanje, Cuando Cubango e Cunene, razão pela qual apareceram Malanje Sport Clube e a Casa Militar que foram introduzidos noutros grupos.

Salta pois, à vista de todos, que esta prova de apuramento ao maior campeonato do país não goza de saúde. Mas esperamos que as equipas inscritas e que a partir de domingo entram em competição, tenham forças e capacidade financeira para chegar até ao fim, para que não sejam causados mais transtornos à programação da prova.

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