Jornal dos Desportos

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Opinio

Seleco em Espanha

09 de Agosto, 2014
A Selecção Nacional de basquetebol deixou ontem o país com destino a Espanha, onde prevê cumprir a última etapa de preparação visando o campeonato do mundo da modalidade que se disputa no país com começo no final do presente mês.

Depois da derradeira sessão de treinos, ontem, no pavilhão Victorino Cunha, ao que se seguiu uma tarde livre para os pendentes pessoais, o “cinco” nacional viajou à noite com objectivos claramente definidos e assentes, como não devia deixar de ser, no princípio da busca de um entrosamento que se ajuste às exigências da competição mundial.

Em Espanha, Paulo Macedo espera, depois do trabalho desenvolvido no país, tirar proveito do clima para limar as últimas arestas e levar a equipa à conquista de níveis de confiança aceitáveis.

Novamente nas vestes de campeã africana, depois do resgate do título no último Afrobasket na Costa do Marfim, Angola tem a obrigação de representar melhor o continente africano, embora saibamos, à partida, que a empreitada não é fácil, em face da grandeza do próprio evento e, mais do que isso, do prestigio das selecções que nele vão estar presentes.

Aliás, ontem na despedida muitos desejaram à equipa boa-viagem e não faltou a recomendação de fazerem o melhor ao seu alcance, para vincar a classe do nosso basquetebol. A selecção vai mentalizada, à partida, de que tem este compromisso, esta responsabilidade, de voltar a elevar para maiores patamares o prestígio de Angola.

Aliás, quando se é campeão maior é a responsabilidade, já que nesta condição se torna quase uma obrigação mostrar toda a maturidade que confirme aos olhos dos presentes o seu estatuto. Entretanto, isso nem sempre é fácil, sobretudo quando a este interesse se sobrepõe a força e o poderio de outros concorrentes.

Mas temos confiança na capacidade da nossa equipa nacional, embora haja algumas críticas à própria composição, já que na perspectiva de muitos a base desta selecção é mais a equipa do 1º de Agosto, que no ultimo BAi Basket revelou um nível técnico e competitivo bastante baixo.

Mas a esta hora não é este quesito que conta. O importante é redobrar esforços no sentido de poder reunir um entrosamento aceitável e, mais do que isso, experiência competitiva ao nível de um campeão de África que se preze, e que seja suficiente para causar algum desconforto aos adversários.

Com o mesmo espírito de conquista que nos tem acompanhado ao longo das últimas décadas, em que o poderio basquetebolístico africano se transferiu para o nosso perímetro territorial, vamos procurar elevar às alturas as cores da bandeira nacional. No trabalho está o segredo de tudo.

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