Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Semana festiva

11 de Junho, 2018

Desportivamente falando, entramos na semana decisiva que marca o \"pontapé de saída\" de mais uma edição do campeonato do mundo de futebol, sem dúvidas, a maior manifestação do \"desporto-rei\" à escala planetária. É para a Rússia que se move o mundo. É também no país do antigo Bloco Socialista, que chegam notícias que fazem manchete da média desportiva.
As selecções qualificadas, começam a chegar ao cenário da competição, cumpridas a respectiva fase de estágios pré-competitivo, que lhes conferiram valências para fazer face às obrigações da prova, em certos casos, e em outros, para correr atrás das metas classificativas estabelecidas.
De resto, as últimas semanas foram para de intenso trabalho para todas as equipas, que de permeio, se envolveram em jogos de preparação. Os técnicos trataram de limar as arestas e conferir aos plantéis maturidade suficiente para a grande empreitada que têm pela frente.
Depois de muita expectativa, agora, o mundial é uma questão de horas. As onze cidades que vão receber o evento estão engalanadas, vivem um ambiente inédito, festivo, para receber não só as selecções que vão competir, mas também a demanda de turistas, ou se preferirem, de apoiantes que vão acompanhar as respectivas equipas, no quadro do apoio e calor que estas precisam para se sentirem motivadas em campo.
Na quinta-feira, o mundo pára, para assistir à cerimónia inaugural e o primeiro jogo do certame, para daí, entrar a adrenalina durante um mês inteiro de emoções, caracterizadas por momentos alegres e outros ruins, tudo como é óbvio, a depender dos resultados que as equipas obtiverem.
Com Angola ausente, pela terceira vez consecutiva, depois da experiência de 2006, é para nos africanos que vão estar voltadas às nossas atenções, sem pôr de parte os lusófonos. O continente africano está representado na prova por cinco selecções, nomeadamente, Nigéria, Marrocos, Tunísia, Egipto e Senegal, que desenvolveram intenso trabalho para uma participação airosa, capaz de dignificar o futebol continental, que está a conhecer nos últimos tempos um crescimento exponencial, em todos os capítulos.
Embora o título esteja focalizada nos principais \"colossos\" do planeta, os representantes africanos também traçaram as suas metas competitivas. Fazer mais e melhor é sempre o objectivo. Aliás, ainda por conhecer ou encontrar, está a primeira selecção africana que ouse chegar às meias-finais do campeonato, uma vez que os \"quartos\" foram conquistados pelos Camarões, em 1990 na Itália, e pelo Ghana em 2010, na África do Sul.
Quem sairá da Rússia com o troféu em sua posse, eis a questão incontornável. Países como Brasil, Argentina, Espanha, Alemanha e Holanda, para só citar estes, perfilam-se na linha de partida. Para estes, o título não deve escapar, mesmo cientes da luta que para tanto devem travar. Prevê-se, realmente, uma batalha sem quartel.

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