Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Senhoras em baixa

22 de Julho, 2016
O desporto angolano sempre foi fértil em grandes conquistas, com algumas disciplinas desportivas a tornarem-se como grandes embaixadores do país num período difícil da sua existência, tal era a apetência dos nossos atletas por grandes feitos.

Foi assim com o basquetebol sénior masculino que durante largos anos reinou em África com várias gerações de jogadores e treinadores, foi também assim com o andebol sénior feminino, com as nossas senhoras a manterem-se imbatíveis no continente e com a Selecção Nacional a exalar todo o seu perfume nas grandes competições internacionais, jogos Olímpicos e Campeonatos do mundiais, batendo o pé às formações mais renomadas do mundo.

Por norma, os grandes feitos foram sempre acompanhados por uma "explosão" das modalidades consagradas, com crianças e jovens interessados em abraçar a prática desportivas das respectivas disciplinas.

Aconteceu assim com o basquetebol, com os jovens na linha dos sete metros , com o xadrez em determinado momento. As conquistas desportivas, os campeonatos ganhos e as medalhas de ouro serviram como uma espécie de nova massificação do nosso desporto.

No mosaico desportivo, esperava-se que tal também acontecesse com o basquetebol feminino. Angola conquistou dois campeonatos africanos e representou o país nos Jogos Olímpicos de Londres, há cerca de quatro anos, razão pela qual era crível acreditar no alargamento da prática da modalidade no seio de muitas das nossas jovens, o que infelizmente não aconteceu.

Hoje, é triste constatar que um campeonato nacional seja nos dias que correm disputado por apenas quatro formações, três das quais sedeadas em Luanda, com a hegemonia a ser repartida entre o Interclube de Angola, novo campeão nacional, e o 1º de Agosto, campeão ora destronado.
Um quadro nada animador, ademais com a crise com que grande parte das agremiações desportivas do país se debatem no momento, em que não colocam o basquetebol feminino dentro das suas prioridades.

O futuro é pois sombrio, e por este andar se tornará cada vez mais difícil ao órgão reitor da modalidade organizar as competições que estão sob sua tutela. Já se viu que com investimento sério é possível colocar a modalidade no seio das senhoras no bom caminho, e os títulos africanos conquistados atestam isso.

O que falta é dar oportunidade às nossas crianças e jovens para mostrar as suas potencialidades a partir dos vários escalões, para que tenhamos depois mais equipas a participar nas várias provas nacionais, das quais sairão atletas com o devido talento para integrarem as equipas nacionais.

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